A advogada Luciana Serafim se prepara para deixar a cadeira de compliance no Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para concorrer à lista sêxtupla. A advogada busca figurar entre os nomes das três mulheres que serão indicadas ao Tribunal de Justiça (TJMT) para preencher a vaga de desembargador destinada à advocacia pelo Quinto Constitucional. Outros três homens também formarão a relação, seguindo a premissa da paridade de gênero.
Luciana foi diretora da seccional de Mato Grosso por duas gestões, presidente da ESA, ocupou cargos em várias comissões da Ordem. Atualmente é presidente da comissão de Compliance do Conselho Federal da OAB, cargo que terá que deixar de ocupar para concorrer à lista sêxtupla.
"Sim, de acordo com o Provimento da OAB preciso me afastar do cargo para fazer a minha inscrição. Então, farei isso para apresentar meu nome observando todos os requisitos do nosso provimento", afirmou a advogada ao HNT nesta quinta-feira (9).
Com trabalho prestado e reconhecimento dos pares da OAB-MT, Luciana Serafim disse que aceitou apresentar seu nome para o pleito após colegas conselheiras e conselheiros pedirem para que ela participasse.
"Colegas integrantes do Conselho tanto mulheres quanto homens me procuraram, ressaltando a história que tenho na OAB e todo trabalho prestado à classe. E esse reconhecimento foi um grande propulsor para eu decidir concorrer. Vou colocar meu nome à disposição do Conselho Seccional, buscar apoio e voto, para que eu seja uma das integrantes da lista sêxtupla", falou a advogada.
A advogada sabe que tem um páreo duro pela frente e seu currículo precisará convencer a maioria dos conselheiros.
"Tenho deferência e respeito a todos que estão se propondo a representar a advocacia no Tribunal. Não vou desmerecer ninguém para colocar meu nome em evidência. Mas também não posso deixar de todo serviço que tenho prestado para a OAB e para a advocacia desde 2004. Ocupei duas vezes à função de diretora da escola superior, conheço todo o sistema da Ordem, conheço cada pauta do interior do Estado, as dificuldades do advogado do interior e da capital. Sei o quanto é importante e necessário um olhar do judiciário para a realidade da advocacia. Sempre fui uma representante de classe que sempre esteve nas trincheiras para defesa dos advogados e das suas prerrogativas profissionais. E me orgulho muito disso. Agora quero representar a classe com toda dignidade que ela merece no Tribunal de Justiça de Mato Grosso", concluiu a advogada ao HNT.
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