Sexta-Feira, 08 de Novembro de 2019, 20h:28

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Gilmar Mendes sobre soltura de Lula: "Amanhã ele estará em casa e a vida segue normalmente"

Por: PAULO COELHO

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), minimizou nesta sexta-feira (08) em Cuiabá, os efeitos da soltura do ex-presidente da República, Lula da Silva (PT), que estava preso desde abril de 2018 na sede da Polícia Federal, em Curitiba-PR. Lula ganhou liberdade depois de decisão apertada (6 a 5) da Suprema Corte, no processo que tratava da prisão após condenação em segunda instância. Para Gilmar Mendes, tudo transcorreu com “absoluta tranquilidade” e isso demonstra “bastante maturidade” da democracia brasileira.

Assessoria

gilmar mendes emanuel e emanuelzinho

 Gilmar Mendes [centro]; ladeado por Emanuel e Emanuelzinho, num dos corredores do HMC

“A mim me parece  que isso será recebido com normalidade hoje. Amanhã ele [Lula] estará em casa  e a vida segue normalmente. Um colega nosso chegou a estimar que haveria tumulto com a prisão de Lula, lá atrás, e isso não ocorreu. Agora também falou-se  que haveria tumulto entorno da decisão do Supremo Tribunal Federal,  todos viram que, a salvo um ou outro manifestante, as coisas transcorreram  com normalidade”, avaliou o ministro, durante visita ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC).

Na quinta-feira (07), Mendes votou contra a prisão após condenação em segunda instância, embora já tivesse se posicionado favoravelmente em situação anterior. Em seu voto, o magistrado  disse que o "fator fundamental" para a sua mudança de orientação foi a forma como os tribunais de instâncias inferiores passaram a entender a decisão do STF de 2016.

“O que o STF disse à época era que a prisão após 2ª instância era uma ‘possibilidade’, e não algo obrigatório”, disse Gilmar, ao se justificar.

Ainda sobre o rescaldo proveniente do processo que resultou na soltura de Lula, Gilmar Mendes salientou que o sistema político precisa ser normalizado.

"Eu vejo isso com absoluta normalidade, acho que temos que normalizar o sistema político, deixar os políticos falarem.  Não vamos ter essa intervenção excessiva de juízes, promotores ou delegados".

"Democracia representativa se faz com políticos. É importante restabelecer esse diálogo, a  adversidade é normal do processo. Ninguém tem que querer matar seu adversário ou eliminar seu adversário politicamente. São adversários políticos apenas e o processo sucessório é esse mesmo e temos que normalizar isso.  É um passo importante”, completou Gilmar.

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2 Comentários

Benedito costa - 10/11/2019

Gilmar Mendes, matogrossense que tanto nos envergonha! Vamos lutar nas ruas pra mudar a lei para ingressar Procuradores da república, conselheiros de tribunais, ministros do supremo sejam admitidos através de processo seletivo público com mandato igual a de presidente, cada quatro anos outro outro processo seletivo. É o melhor resultado que vamos ter e acaba a corrupção.

WALDOMIRO LOPES - 09/11/2019

ESSE TRAÍRA AINDA TEVE CORAGEM DE VIR AQUI?

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