Justiça Terça-feira, 26 de Julho de 2011, 12:09 - A | A

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CASO LEOPOLDINO

Delegado preso acusado de montar farsa perde mais um recurso na Justiça Federal

Mesmo com novo advogado, Márcio Pieroni não consegue liberdade baseada na nova lei

DA REDAÇÃO

 

Arquivo
Pieroni é acusado de montar uma farsa para beneficiar empresário envolvido na morte de juiz
 

O delegado da Polícia Civil, Márcio Pieroni, preso desde o dia 9 de maio passado, teve pedido de relaxamento de prisão preventiva negado pela quarta vez pelo juiz federal Paulo Cézar Sodré, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá. Pieroni é acusado de montar falsa investigação sobre a morte do juiz Leopoldino Marques do Amaral.

Mesmo contratando um novo advogado, Pieroni não conseguiu sair da prisão. Antes, Sebastião Monteiro era quem defendia o delegado, que resolveu contratar Carlos Frederick, no dia 20 de julho. Logo em seguida, Frederick entrou com outro recurso para soltar seu cliente.

O novo advogado usou a lei 12.403/2011, que passou a valer no mês passado. A nova lei substitui a prisão preventiva por alguma medida cautelar, que, neste caso, segundo disse Frederick, equivale ao afastamento cautelar das funções de Pieroni, conforme a medida posta em prática pela Corregedoria-Geral da Polícia Civil.

Logo ao assumir a defesa de Pieroni, Freederick disse que ia pedir revogação da prisão mostrando à Justiça “o tamanho da ilegalidade". O advogado disse ainda que se a manutenção da “prisão, se acontecer, será abuso de poder da Justiça".

O CASO

O juiz Leopoldino Marques do Amaral foi encontrado morto em 7 de setembro de 1999, com dois tiros, na província de Concepción, no Paraguai (a 210 km da fronteira com o Brasil). O magistrado , teve parte do seu corpo queimado.

Leopoldino denunciou quase uma semana antes de morrer que o empresário Josino Guimarães era lobista e atuava dentro do Tribunal de Justiça. Depois disso, a Polícia Federal concluiu que Josino atuou como mandante do crime, a ex-escrevente Beatriz Árias como coautora. O tio de Árias, Marcos Peralta, ficou detido no Paraguai e acabou morreu por problemas de diabetes.

Depois de o Ministério Público Federal denunciar Árias e Josino, e a Justiça Federal aceitar, a ex-escrevente foi condenada a 12 anos de prisão. Cumpriu parte e está em regime semiaberto. Josino, que também está preso, vai a julgamento ainda este ano.

E foi para evitar que Josino vá a julgamento que Pieroni reabriu o caso. Segundo o Ministério Público Federal, o delegado montou uma farsa para montar outra investigação. Com base em uma denúncia tida como falsa de que Leopoldino estaria vivo e morando na Argentina, Pieroni pediu exames no cadáver, o que deixou irritados o poder Judiciário, uma vez que o juiz que autorizou, foi enganado pelo delegado.

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