O time alviverde se tornou um dos quatro semifinalistas graças à vitória larga, de 3 a 0, que conquistou na semana passada, no Nubank Parque, onde poderia ter goleado. Na Vila, também criou para vencer de dois ou mais. Não ganhou porque Maurício e Vitor Roque cansaram de perder gols.
O Palmeiras terá o Vasco como oponente por uma vaga na final da Copa do Brasil, competição que ganhou pela última vez em 2020. O time persegue seu quinto título. Ao Santos, restam o Brasileirão e a Sul-Americana.
Com 3 a 0 de vantagem, o Palmeiras decidiu dar a bola ao Santos. Fez marcação individual, estratégia arriscada, e viu o adversário rondar a sua área por muito tempo. Todos ataques santistas passavam pelo pé de Neymar, sem a mobilidade de outrora, mas com a técnica preservada.
O plano palmeirense foi bem-sucedido no primeiro tempo não tanto pela competência na marcação, mas muito mais pelas próprias limitações do Santos, que exercia um controle inócuo, sem saber como penetrar na zaga adversária. Carlos Miguel só trabalhou em cobrança de falta violenta de Neymar que o goleiro palmeirense espalmou.
Quando os visitantes passaram a ter a bola, encontraram espaços e armaram contra-ataques que poderiam ter definido o confronto ainda no primeiro tempo. Todos os três contragolpes caíram nos pé direito do canhoto Maurício. E ele perdeu os três, incluindo um sem goleiro.
A torcida santista foi murchando e desanimou de vez quando viu Neymar acusar lesão. Ele sentiu o músculo posterior da coxa direita e apenas fez número em campo até ser substituído no intervalo. A nova contusão o deixou cabisbaixo.
A Vila Belmiro esmoreceu definitivamente no segundo tempo. Foi reflexo do que jogou o anfitrião. Ou melhor, do que não jogou. Rony e Moisés, as escolhas de Cuca, nada produziram. O time da casa nem a bola passou a ter mais.
O Palmeiras, com Vitor Roque no ataque no lugar de Flaco López e Khellven como um ponta, completando a dobra de lateral que Abel Ferreira tanto venera, teve todo o campo para trocar passes e achar o caminho para construir outra vitória sobre o rival.
Não construiu porque Vitor Roque teve péssima eficiência, repetindo erros de finalização inimagináveis até meses atrás, quando era considerado um dos melhores atacantes do País.
O segundo tempo foi sofrível tecnicamente. Melhor para o Palmeiras. Ruim para o Santos, que não se divertiu, como Neymar havia projetado, tampouco gostaram os 15 mil santistas na Vila. Alguns deles vaiaram após o apito final.
FICHA TÉCNICA
SANTOS 0 X 0 PALMEIRAS
SANTOS - Gabriel Brazão; Igor Vinicius (Davizinho), Lucas Veríssimo (Moisés), Luan Peres e Escobar; Arão, Oliva e Gabriel Bontempo; Barreal (Rollheiser), Neymar (Rony) e Gabigol. Técnico: Cuca.
PALMEIRAS - Carlos Miguel; Giay, Murilo, Barboza e Arthur; Marlon Freitas (Emiliano Martínez), Lucas Evangelista (Larson), Andreas Pereira (Luis Pacheco), Maurício e Felipe Anderson (Khellven); Flaco López (Vitor Roque). Técnico: Abel Ferreira.
ÁRBITRO - Davi De Oliveira Lacerda (ES).
CARTÕES AMARELOS - Escobar, Felipe Anderson, Gabriel Bontempo, Giay, Abel Ferreira, Vitor Roque, Rafael Gonzaga, Luis Pacheco.
PÚBLICO - 15.077 torcedores.
RENDA - R$ 563.740,00.
LOCAL - Vila Belmiro, em Santos (SP).
(Com Agência Estado)
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