O promotor Thomas Hildbrand também pediu aos três juízes que cuidam do caso que ambos os réus sejam condenados a devolver para a Fifa os cerca de 2,2 milhões de francos suíços (cerca de R$ 11,2 milhões) que ambos teriam roubado da entidade quando eram dirigentes. Blatter foi presidente da Fifa enquanto o francês foi mandatário da Uefa e candidato à presidência da federação internacional.
Ambos enfrentam acusações que superam os cinco anos de prisão por acusações de fraude e corrupção. Mas a detenção é improvável. Como o MP pediu a condenação por sentença suspensa, eles só devem ir para a prisão se voltarem a cometer os crimes. O veredicto será conhecido no dia 8 de julho.
Tanto Blatter quanto Platini negam as acusações de que teriam feito esquema ilegal para transferir para a conta do francês 2,2 milhões de francos suíços em 2011. O dinheiro saiu das contas da Fifa para pagar suposto serviço que Platini teria prestado à entidade. Na época, o francês era vice-presidente da Fifa e candidato natural a suceder Blatter na eleição marcada para 2015.
Mas as suspeitas de corrupção vieram à tona antes disso e ambos foram banidos pela própria Fifa. Agora enfrentam as acusações no âmbito da Justiça comum. Ao fim da audiência desta quarta, Platini afirmou estar "sereno e confiante". "A acusação do promotor hoje não tem qualquer base", declarou.
Na audiência, Thomas Hildbrand afirmou que não havia qualquer fundamento legal ou contratual que justificasse aquela transferência de valores. Na ocasião, Blatter alegou que estava pagando por serviços de consultoria de Platini como conselheiro da presidência entre os anos de 1998 e 2002.
(Com Agência Estado)
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