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O jornalismo esportivo até alguns anos atrás era um campo dominado somente por homens. Elas foram surgindo aos poucos e com um toque feminino estão avançando cada vez mais. Hoje as mulheres participam direta ou indiretamente dentro do meio esportivo. Apresentam programas, praticam e defendem o esporte, atuam dentro e fora de campo, além deixar de queixo caído muitos ''marmanjos'' de plantão. E lógico que quando aparecem na tela, a voz surge no rádio e reportagens sai nos impressos, o conteúdo fica mais charmoso.
Da cozinha para os campos, do sofá para as telinhas, de ouvinte à apresentadora e de uma simples vendedora de ingressos para o símbolo de um clube de futebol. São essas as façanhas de algumas mulheres que são personagens dentro do esporte em Mato Grosso.
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| Darling trocou o casamento pelos estúdios de rádio e TV e diz que não se arrepende da decisão |
Com 20 anos de profissão na radiofonia, Darling Rodrigues, locutora da Rádio Gazeta FM e apresentadora do Record nos Esportes, trocou o casamento pela comunicação. Em novembro do ano passado, Darling já estava noiva e com data para subir no altar, mas seu futuro esposo lhe fez uma proposta, deixar o rádio e seguir uma vida de casada em Campo Grande –MS. A locutora nem pensou. ’’Na hora de responder, o meu pensamento foi único. Prefiro o rádio. A comunicação me faz viver’’, comentou.
Darling está no ar desde 1992. Começou em Divinópolis (MG) na Rádio Nova FM. No Grupo Gazeta ela trabalha desde 1995. Na TV Record, apresentando o programa esportivo diariamente, desde outubro de 2011.
Ao ser questionada sobre o que o esporte significa em sua vida, a torcedora do Corinthians respondeu com tranqüilidade e um belo sorriso no rosto. "O esporte está me conquistando. Estou aprendendo muito com o meu novo desafio (apresentar programa de TV). Hoje eu digo com certeza: a comunicação e a minha filha são as principais fortalezas de minha vida", conclui a bela apresentadora.
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| Michelly Alencar domina o espaço esportivo na TV Centro América |
Outras mulheres também compõe o quadro de apresentadoras de programas esportivos aqui no estado. É o caso da jornalista Michelly Alencar, que além de apresentar o Globo Esporte, também é editora do programa.
Michelly veio de Campo Grande para fazer testes na grade esportiva da TV Centro América. Com essa meta conquistada, ela se tornou a comandante do setor de jornalismo esportivo no Grupo e hoje é uma das referências no Estado.
Casada há pouco mais de um ano e gestante de cinco meses do seu primeiro filho, Michelly sempre que visita os estádios de futebol recebe um carinho muito grande dos torcedores. Questionada sobre a assédio durante o trabalho em campo, ela responde com tranquilidade quando recebe os elogios. "É bom você receber elogios, mas sempre com moderação e respeito. Sendo assim é bem-vindo".
Segundo a jornalista, não existe um trabalho específico feito por ela que seja marcante. "Todas as matérias são importantes e especiais", destaca Michelly sem esquecer do dia em que desceu de rapel, segundo ela, dia é inesquecível.
Sobre metas e barreiras a serem quebradas pelas mulheres, Michelly lembra que tudo na vida precisa de esforço. "Se já conquistamos e atravessamos muitas barreiras, nós (mulheres) devemos buscar a cada dia nosso espaço. É preciso ter coragem para enfrentar todos os desafios, por que nada na vida é fácil", disse Michelly Alencar.
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| Priscila Hauer diz que "transpira" esportes e sente-se à vontade na tela |
IDENTIFICAÇÃO
Quem brilhou na apresentação esportiva por mais de sete anos na TV Record, foi Priscila Hauer, hoje trabalhando como repórter na TV Justiça e prestando assessoria de imprensa para uma gráfica. Mesmo fora do segmento, Priscila é também a "querida" dos torcedores.
Priscilia, sãopaulina de coração e amante, segundo ela, de todos os esportes mas com uma queda maior pelo futebol, refere-se ao segmento como uma paixão em sua vida. "Tudo que fazer na vida tem que ser feito com amor e paixão. Se acontecer dessa maneira tudo fica 100%", disse a jornalista, que começou estagiando no Grupo Gazeta e chegou ao cargo de editora, no decorrer dos seus nove anos de casa.
O mais fácil para Priscila era se identificar com o que ela fazia. "Eu entendo de esporte. Na frente da câmera eu não consigo enganar. Eu me identifico com o que faço, por isso ficou mais fácil".
ASSESSORIA
Em assessoria de imprensa esportiva, Mato Grosso está bem servido. Caroline Pilz Pinnow, hoje presta serviços ao time de futebol americano Cuiabá Arsenal, também já trabalhou no Mixto Esporte Clube e foi repórter do caderno de Esportes do Jornal Folha do Estado. No Tigre ela acompanhou a equipe durante a participação na Série D do brasileirão.
Carol, como é conhecida entre os amigos, admite que já chorou ao ver o time perder. "Quando o Mixto foi desclassificado do brasileiro, perante sua torcida para uma equipe de Manaus, pra mim foi um dos dias mais tristes. Fiquei triste por que quando estou em alguma empresa eu visto a camisa e vendo a torcida chorar e ao mesmo tempo cantar o hino apoiando o clube até o fim, marcou minha passagem pelo Mixto", comentou a jornalista, que também foi finalista e vencedora do Prêmio Senai de Jornalismo 2011, categoria geral.
APITO
Agora passando dos estúdios e redações para dentro dos estádios. Lá também as mulheres têm sua vaga. Após o grande sucesso da árbitra de futebol Ana Paula Oliveira, principalmente pela sua beleza, tendo até posado nua para uma revista masculina, o quadro de árbitras no Brasil cresceu. Mas antes desse sucesso de Ana Paula, Mato Grosso já tinha uma mulher no apito.
Eliane Cristina Alves, auxiliar ou bandeirinha como queiram, atua no futebol mato-grossense desde 1999, hoje é a única atuante no Estado. Começou após receber um convite feito por representantes da FMF para participar da escola de árbitros, daí por diante não parou mais. Ao seu lado já teve outras companheiras, mas hoje está sozinha.
Calçando chuteiras, levantando a bandeira e ouvindo muitos gritos das arquibancadas, Eliane não intimida em falar que atuando no futebol de Mato Grosso sempre foi bem tratada e se dá muito bem perto dos companheiros de trabalho. "Na maioria dos jogos trabalho com árbitros e sempre fui respeitada por eles. Não tenho nada a reclamar’’.
Um jogo marcante para ela, também aconteceu em Mato Grosso. "foi em um domingo, não lembro a data, mas foi em Rondonópolis. União e Vila Aurora, o famoso clássico UniGrão. O Estádio Luthero Lopes estava lotado e as torcidas fizeram uma bela atuação. Foi marcante", disse a bandeirinha.
Eliana respondeu todas as perguntas numa boa, mas quando perguntada sobre o clube do coração ela respondeu. "prefiro não comentar (risos). Eliane finalizou convocando outras mulheres para participar do curso de árbitros. "Espero que surjam novas meninas para atuar, pois não tem nada de sete cabeças, basta querer ser arbitra".
Imagem da Internet Antiga torcedora do Mixto, Nha Barbina não deixa de ir ao campo mesmo com 80 anos
"ARQUIBALDA" 
Mas nas arquibancadas, principalmente quando o jogo envolve o Mixto Esporte Clube, os outros torcedores do alvinegro reverenciam a torcedora símbolo, hoje eleita pelas facções alvinegras, a mais antiga do clube. Maria Zeferina da Silva, ou simplesmente Nhá Barbina, já vivenciou altos e beixos com o time do coração.
Barbina quando chega ao Dutra, a torcida canta uma música que foi feita especialmente em seu nome. Tem um lugar especial no meio da geral e ainda mesmo aos 80 anos balança a bandeira e grita junto com a galera.
Mesmo com a voz fraca, mas com força no pulmão para gritar os gols alvinegros, Nhá vai ao estádio acompanhado de seu esposo, mixtense também conhecido como Nhô Manoel. Segundo ela, se o marido não fosse mixtense, não estaria com ele. "Perguntei pra ele se gostava de futebol e qual time torcia, as respostas eu lembro que foi: sim, Mixto. Aí eu me encantei.’’ Sorriu a fanática.
Nhá Barbina conta que todas as vitórias do mixto pra ela é marcante, mas o que ela não esquece é um título perdido para o Operário-VG, maior rival do clube, em 1986. "Panzariello cobrou uma falta e furou a rede do Mixto, perdemos por 1x0, aquele dia eu chorei. O Verdão tava cheio. Entrei confiante e saí muito triste. Acho que foi o dia mais triste para mim". Emocionada conta a torcedora.
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ELIANE CRISTINA ALVES 08/03/2012
ADOREI A MATÉRIA SOBRE O DIA INTERNACIONAL DAS MULHERES,PRINCIPALMENTE POR DESTACAR AS MULHERES DE DIVERSAS PROFISSÕES.
niltinho 08/03/2012
primeiramente,parabens a todas as mulhes pelo lindo dia a qual podemos reverencia-las,uma justa e honrosa homenagem. tambem parabenizar vc (MAX)pela linda matéria, somente uma pessoa bem apercebido e informado como vc, paderia colocar essas belas mulheres para representar um batalhão delas. (mulheres adjuntoras, companhheiras,cumplices,amigas,parceras, orgulha da raça humana, fruto do coração de DEUS. parabens)...
Marcio Camilo 08/03/2012
Muito boa a reportagem.Parabéns pela ideia original...
Shirley Ocampos 08/03/2012
Aplausos pela matéria com essas mulheres maravilhosas que alegram nossos dias na telinha,bem como com essa mulher incrível que é Nhá Barbina,símbolo maior da garra mixtense e da paixão do cuiabano pelo futebol. A todas nós,mulheres guerreiras,a certeza de que merecemos todas as homenagens que nos são prestadas neste dia.
Luiza Miranda - Jornalista 08/03/2012
Parabéns pela iniciativa da Matéria.. Assim como eu que trouxe muitas alegrias jogando diversas modalidades e medalhas nas Artes Marciais, elas chegaram p/ ficar e mostrar uma nova visão esportiva.. Feliz Dia Internacional das Mulheres...
Eduardo Cardoso 08/03/2012
Que legal. Parabéns ao repórter (Max) pela excelente matéria. E claro, parabéns as mulheres jornalistas deste estado.
6 comentários