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Esportes Terça-feira, 20 de Março de 2012, 15:40 - A | A

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Terça-feira, 20 de Março de 2012, 15h:40 - A | A

RESURGINDO

Ex-sereia da Vila deixa cadeia e se reencontra em clínica de reabilitação

Bebel, que jogou no Santos e na Seleção, diz que teve sorte por nunca ter sido pega no exame antidoping

GLOBO ESPORTE.

Imagem da Internet

Usuária de crack desde os 16 anos, Bebel está disposta a esquecer o passado para voltar a brilhar nos campos

Ela foi jogadora da Seleção Brasileira e brilhou entre as Sereias da Vila, o time feminino do Santos que ganhou a Libertadores, mas também entrou fundo no mundo das drogas e foi presa, no mês passado, acusada de tentar furtar um carro.

Aos 23 anos, Stephane Gomes dos Santos, conhecida no mundo da bola como Bebel, tenta reconstruir sua vida numa clinica de reabilitação para dependentes de drogas em Araçoiaba da Serra, no interior de São Paulo.

Usuária de crack desde os 16 anos, Bebel está disposta a esquecer o passado para voltar a brilhar nos campos.

"Foi uma fase horrível. Eu esqueci quem eu era, esqueci da minha família, esqueci da minha essência, dos meus sonhos. Eu cheguei a morar na rua, embaixo de ponte, a ficar suja. Mas hoje eu sei que não é isso que eu quero para a minha vida, eu quero ir para as Olimpíadas e, por isso, procurei ajuda", diz.

Internada há cerca de dez dias, Bebel treina futebol com outros internos da clinica e também faz academia. Além das atividades físicas, a jogadora também passa por avaliações médicas constantes, conversa com uma terapeuta ocupacional e faz musicoterapia.

"Já me sinto bem melhor. Estou fazendo bem o tratamento, pois tenho como principal objetivo voltar a vestir a camisa da Seleção. Estou fazendo de tudo para ir para Londres no meio do ano".

Bebel conta que ninguém a influenciou a consumir drogas. Ela começou a usá-las por conta própria durante a adolescência, e chegou a utilizar substâncias químicas até quando atuava profissionalmente, mas nunca foi pega no exame antidoping, que é aplicado em alguns jogadores após as partidas.

"Eu sempre fui curiosa e essa minha curiosidade não me matou, mas me levou presa. Ninguém nunca me ofereceu a droga, eu procurei o crack. E usei por muito tempo, até mesmo quando jogava, mas sempre tive sorte. Não sei como nunca fui pega (no doping), porque eu sempre usei o crack, joguei e fiz o exame. Foi por Deus", recorda.

Bebel, que também vestiu as camisas de Palmeiras, Portuguesa, Juventus, Paraná e Corinthians, diz que conseguiu ficar “limpa” durante dois meses e meio, mas uma lesão e um consequente corte da Seleção a derrubaram novamente.

ENCONTRO COM JOBSON

Entre tantos sonhos e metas, Bebel quer ser não apenas craque, mas exemplo. Ela pretende mostrar a crianças e jovens que usar drogas acaba com a vida da pessoa e de seus familiares. Sabendo da importância do seu papel para a sociedade, a jovem ex-jogadora quer trocar experiências com quem já passou por situações parecidas com a dela, como o atacante Jobson, do Botafogo.

O jogador foi pego no exame antidoping no fim de 2009. Ficou afastado dos gramados durante meses, mas conseguir dar a volta por cima e hoje veste novamente a camisa do Fogão.

"Acho que seria legal poder ter esse contato com o Jobson. Trocar experiências, saber de tudo que ele passou, como ele conseguiu superar esse problema. Afinal, hoje ele está arrebentando, é um baita jogador", diz Bebel.

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