De acordo com o estudo, que foi recebido pelo Estadão, o Corinthians teve como motivos para os resultados ruins uma sequência de quedas na arrecadação somada ao aumento de gastos. A equipe teve uma redução de 62% nas receitas com vendas de jogadores e 9% de diminuição nas receitas gerais. Para complicar, o clube ainda elevou as despesas em 23% em relação ao ano anterior e registrou um déficit de R$ 177 milhões.
A Pluri contabiliza que a dívida do clube subiu 39% e chegou a R$ 765 milhões. O valor não leva em conta as pendências referentes à construção da Arena Corinthians. Em comparação ao exercício anterior, da temporada de 2018, um número que chama a atenção é a quantidade de empréstimos e financiamentos. O aumento foi de 142%. O clube teve de recorrer a R$ 97 milhões de instituições financeiras.
Em entrevista ao Estadão na semana passada, o diretor financeiro do Corinthians, Matias Romano Ávila, admitiu o cenário complicado e comentou que para piorar a pandemia do novo coronavírus oferece ainda mais dificuldades para a equipe. "Como resolver isso? Tem de procurar cortar as despesas, porque as receitas foram interrompidas, mas as despesas continuam. Se tem um caixa reforçado, dá para contornar algumas situações. O futebol não tem lucro: é receita e é despesa", disse.
Para evitar ainda mais gastos durante o período de paralisação do futebol, o Corinthians cortou até 70% dos vencimentos dos funcionários - com piso de R$ 3 mil - e 25% dos jogadores. A diretoria também interrompeu a ajuda de custos a atletas amadores e de outras modalidades e aguarda para saber se haverá competições de base.
(Com Agência Estado)
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