O Consórcio que administra o Maracanã negou o pedido formal do Vasco para que o jogo das semifinais da Sul-Americana fosse disputado no estádio. Segundo a gestão, liderada por Flamengo e Fluminense, a negativa está relacionada ao desgaste do gramado e à grande quantidade de partidas previstas para a arena. A escolha também é influenciada pelo calendário do Maracanã, que receberá Flamengo e Estudiantes, pela Libertadores, apenas dois dias depois do duelo entre Vasco e Boca Juniors.
A decisão aumenta o problema para o Vasco, que já vinha tendo dificuldades para utilizar o estádio nesta temporada. O clube entende que um acordo firmado com o consórcio prevê até quatro partidas por ano no Maracanã, mas não conseguiu levar os jogos contra Vitória e Palmeiras, pela Copa do Brasil, para a arena.
Agora, o Vasco busca alternativas para não deixar o Rio de Janeiro. A diretoria tenta convencer a Conmebol a liberar São Januário de forma excepcional, enquanto não descarta recorrer à Justiça para conseguir o Maracanã. Pedrinho também tenta aumentar a carga de ingressos para a torcida visitante em São Januário e pediu flexibilidade à entidade sul-americana para manter o confronto no estádio.
"Vou tentar aumentar o espaço de visitante em São Januário. Tenho uma boa relação com o Riquelme. Vamos tentar dar todo o suporte para o torcedor do Boca em São Januário. Peço que o presidente da Conmebol tenha um pouco de flexibilidade e autorize que eu jogue em São Januário", disse o presidente vascaíno em entrevista na última sexta-feira.
A Conmebol espera uma definição sobre o estádio no início de outubro. Pelo regulamento, o local do confronto precisa ser informado à entidade com pelo menos dez dias de antecedência.
Vasco e Boca Juniors se enfrentam pela ida e volta das semifinais da Sul-Americana, com primeiro jogo em 13 de outubro, na Argentina, e volta em 20 de outubro, no Rio de Janeiro.
(Com Agência Estado)
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