O judoca brasileiro derrotou na final o russo Danil Lavrentev, de virada, para celebrar seu segundo ouro na história dos Grand Slans de judô. Cargnin começou a decisão diante do quinto do mundo sofrendo logo um yuko. A luta seguiu dura e, restando um minuto, ambos estavam pendurados por punições. O brasileiro encaixou a pegada e contragolpeou com um ippon perfeito.
"Foi uma competição muito difícil, em que todas as lutas ou foram para o golden score ou duraram o tempo completo. Eu estou muito feliz por conta do sentimento que é voltar a ser um competidor, porque hoje eu não desisti em nenhum momento. Há duas semanas eu saí sem medalha do Peru e não estava treinando muito bem, mas hoje, mais do que tecnicamente, eu consegui colocar o Daniel guerreiro para dentro do tatame", comemorou Cargnin.
Ele precisou de cinco lutas para comemorar um ouro que não vinha desde 2019, no Grand Slam de Brasília. Desde a prata na etapa de Paris, em 2023, que o judoca não chegava em uma decisão na categoria até 73 quilos.
Daniel estreou diante do georgiano Mikheili Bakhbakhashvili e avançou nas punições (3 a 1). Repetiu a dose nas oitavas, contra o turco Ibrahim Demirel. Nas quartas, o brasileiro conseguiu um yuko em Kazbek Naguchev, dos Emirados Árabes Unidos, e, na semifinal, levou a melhor diante do uzbeque Said-Magomed Khalidov com um waza-ari no Golden score.
(Com Agência Estado)
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