Em entrevista à Gazzetta dello Sport, o dirigente afirmou que Antonelli atravessa um momento acima das expectativas da equipe, mas ressaltou que ainda é cedo para colocá-lo ao lado de um dos maiores nomes da história do automobilismo.
"Sabíamos que ele precisava de um ano para se adaptar e crescer, porque a Fórmula 1 é um mundo completamente diferente das categorias menores. O objetivo sempre foi melhorar em sua segunda temporada. E ele fez exatamente isso, pilotando em um nível muito alto e alcançando resultados extraordinários. Agora, ele está superando nossas maiores expectativas, mas não deveria se sentir complacente."
As comparações com Senna ganharam força após Antonelli embalar cinco vitórias consecutivas e vencer justamente o GP de Mônaco, circuito onde o brasileiro construiu parte de sua carreira. Wolff reforçou que o jovem ainda está escrevendo a própria trajetória.
"Todo mundo o elogia, mas eu sempre peço para ele manter o equilíbrio. Não podemos compará-lo a Ayrton Senna, que conquistou três títulos e é um dos pilotos mais icônicos de todos os tempos. Kimi venceu cinco corridas, então vamos deixá-lo crescer."
O dirigente também relembrou quando a Mercedes identificou o potencial do piloto italiano. Segundo ele, o trabalho de observação começou ainda na infância, quando Antonelli já colecionava títulos no kart.
"Com nove ou dez anos, ele já havia alcançado sucesso e campeonatos no kart. Começamos a monitorá-lo naquela época e, em 2019, ele entrou para a equipe Mercedes Junior. Seu sucesso também se deve à família: seu pai é ex-piloto e proprietário das equipes AKM e Antonelli Motorsport, então ele pôde lhe dar excelentes conselhos."
Antonelli lidera o Mundial de Fórmula 1 com 179 pontos, à frente do companheiro de equipe George Russell, que soma 154.
(Com Agência Estado)
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