A ofensiva contrasta com a promoção da paz pela entidade e aumenta as incertezas sobre a instabilidade geopolítica global às vésperas da Copa do Mundo - a seleção do Irã está classificada para o torneio.
Os recentes ataques ao Irã se somam à intervenção americana na Venezuela em janeiro para colocar o esporte em uma encruzilhada.
O ataque deste sábado pode ter repercussão em várias frentes esportivas. A principal, e mais direta, é sobre a imagem institucional da Fifa.
A concessão do prêmio, honraria para reconhecer personalidades que, em tese, contribuiriam para a paz, a um líder que agora comanda uma operação militar pode gerar críticas e levantar questões sobre a neutralidade da entidade esportiva.
Procurada pelo Estadão neste sábado, após os ataques ao Irã, a entidade não se manifestou.
Em entrevista ao programa The World with Yalda Hakim, exibido pela Sky News, no Reino Unido, em janeiro, o presidente da Fifa afirmou que o slogan da organização (o futebol une o mundo) "anda de mãos dadas com a paz".
"Há algum tempo que pensávamos se deveríamos fazer algo para recompensar as pessoas que fazem algo", disse Infantino. Em seguida, o presidente se refere a Trump dizendo que "objetivamente, ele merece".
A entrega do prêmio ocorreu em meio à escalada de tensão entre Estados Unidos e Venezuela, quando Washington já ensaiava uma operação militar que acabou sendo concluída em janeiro. O ditador Nicolás Maduro foi capturado e transferido para Nova York para enfrentar acusações de narcotráfico.
COMO SERÁ A SEGURANÇA NA COPA?
Outro impacto é a preocupação com a segurança durante a Copa do Mundo de 2026, que acontece em junho exatamente nos Estados Unidos, México e Canadá.
A recente instabilidade no Oriente Médio pode influenciar novas e mais restritivas medidas de segurança. Embora difícil medir diretamente a posição de atletas e delegações, os conflitos recentes aumentam a pressão sobre representantes esportivos e federações.
Ainda não há anúncios oficiais de boicotes ou sanções esportivas em resposta ao conflito.
Classificada para a Copa, a seleção do Irã, por exemplo, não participou do sorteio dos grupos da competição, realizada no dia 5 de dezembro, em Washington. O motivo foi a recusa dos Estados Unidos em conceder vistos para membros da delegação iraniana.
Nos últimos doze meses, os Estados Unidos executaram bombardeios em pelo menos sete países: Venezuela, Síria, Iraque, Irã, Nigéria, Iêmen e Somália.
(Com Agência Estado)
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