Empreendedor Sábado, 10 de Dezembro de 2011, 16:45 - A | A

Sábado, 10 de Dezembro de 2011, 16h:45 - A | A

BLM, uma empresa essencialmente cuiabana com prestígio nacional

Primeira loja de confecções surgiu em 1992 e desde então não parou de crescer em Mato Grosso




Mais que simples tecidos ou mesmo representantes da moda, as roupas vão além dessas características e são símbolo da personalidade de quem as veste. Das mais variadas cores, modelos, formatos e estilos, as confecções são mais que acessórios e podem, ainda, ser uma grande oportunidade de negócio, inclusive um empreendimento que pode dar certo. Isto foi o que aconteceu com Sérgio Antunes e Sueli quando lançaram no mercado cuiabano a loja de confecções BLM.

Cuiabana de "tchapa" e cruz, a loja surgiu em 1992 com a vontade de empreender de Sueli e sua amiga Suzana, que é irmã de Sérgio, atual sócio-proprietário da BLM. Nesta época, a empresa era de "fundo de quintal", mas a vontade de crescer ultrapassava os muros da casa, e assim o fizeram.

Mas logo no começo da empresa, já tiveram a barreira do preconceito para ultrapassar. Segundo Sérgio Antunes, o próprio mercado cuiabano não aceitava os produtos mesmo tendo qualidade. “No começo as pessoas diziam que por ser feito aqui, os produtos não tinham qualidade e deveriam ser mais baratos. Mas nós conseguimos contornar este problema”, conta.

Quatro anos se passaram e com o apoio de Sérgio que estava com 25 anos e era recém-formado em administração, as amigas decidiram e conseguiram inaugurar a primeira loja que está localizado no Shopping Três Américas. No entanto, a marca ainda não era a BLM, mas sim a Bluemoon.

Sérgio conta que como já havia aberto a primeira loja, o interesse era crescer e traçar um novo caminho no mercado local de confecções. Criar uma marca que pudesse ser referência em qualidade, preço e que pudesse proporcionar roupas boas que fossem atemporais e pudessem ser usadas por todos era um dos principais objetivos da vida do jovem empreendedor, na época. Para isso, ele teve de investir mesmo isso não sendo nada fácil. “Vendi um carro, comprei outro no consórcio, tudo para conseguir dinheiro e abrir uma outra loja”, conta.

Assim, ele inaugura mais uma loja em 1997 no Shopping Goiabeiras. Após essa primeira empreitada complicada, a situação começou a melhorar, principalmente devido a inauguração da indústria e aos investimentos no setor que aconteceram um ano depois, em 1998, e fez com que a marca deslanchasse no mercado de confecções. A partir deste momento foi só crescimento. No mesmo ano, inaugura-se mais uma loja no centro de Cuiabá, seguido pela outra loja no Rondon Plaza Shopping, em Rondonópolis, que abriu as portas em 2000 e foi a primeira a ser lançada no interior do Estado.

CRESCIMENTO DA MARCA

 

 

 

 

 

Por perceber o desenvolvimento rápido e o crescimento surpreendente da marca, especialmente, pelo crescimento do número de lojas abertas, Sérgio, Sueli e Suzana resolveram modificar o nome da loja para que fosse mais fácil de se pronunciar, inclusive de lembrar, e em 2002 lança a marca BLM. No mesmo ano, Suzana resolveu sair da sociedade e deixar que seu irmão Sérgio e sua amiga Sueli dessem andamento e seguimento a empresa que cresceu rapidamente. “Ela preferiu ter outras diretrizes, pois achou que estávamos tendo muitas lojas”, assegura Sérgio.

Focados em mais crescimento e expansão da marca, a empresa dá um salto gigantesco quando amplia a indústria e passa a investir em tecnologia da produção em 2003. Sérgio lembra que foi neste ano que a marca BLM ultrapassou as barreiras do Estado e foi alçar voos mais altos. “Nos fechamos uma negociação com uma empresa, na qual eu assumi duas indústrias, uma de camisa e uma de jeans, e depois compramos três lojas, duas em Brasília e outra em Sinop”, lembra.

Mas nem tudo era somente investimento e desenvolvimento. O sócio proprietário explica que em 2004 foi o auge da crise em Mato Grosso, na qual ele percebeu que precisava se manter firme a todo custo, pois senão a empresa seria atingida pelos períodos de instabilidade. “O dólar estava alto, mas o problema é que a soja, a carne e as madeireiras estavam em baixa. Foi horrível, mas fomos um dos poucos que sobreviveram”, afirma. Dessa forma, Sérgio se viu obrigado a fazer uma reorganização e reestruturação da empresa, na qual vendeu algumas unidades que não rendiam, sendo duas lojas em Brasília e uma em Sinop.

Com a empresa novamente nos eixos, Sérgio abre mais uma loja localizada no Pantanal Shopping em 2004. “Eu fechei as lojas de fora para poder abrir uma em Cuiabá, porque é o nosso mercado e eu tenho como foco esse público”, garante. Sérgio conta que nos anos que se seguiram, 2005, 2006 e 2007, o objetivo era focar em custos, sobrevivência, em fazer dar certo. Afinal, o objetivo move as pessoas, segundo o sócio-proprietário.

O foco deu tão certo que em 2008 a BLM inaugurava uma nova indústria com mais de mil metros quadrados. Assim, já haviam cinco lojas, mas estas unidades não atendiam a todo Estado. Por isso os sócios Sérgio e Sueli começaram a pensar em ter revendedores da marca BLM no interior de Mato Grosso, e assim o fizeram.

A primeira franquia foi inaugurada em 2009 na cidade de Chapada dos Guimarães, e logo as cidades de Sorriso, Sapezal e Campo Verde também obtiveram uma franquia. No ano seguinte, foi inaugurada mais sete franquias nas cidades de Comodoro, Nova Mutum, Sinop, Vilhena, Tangará da Serra, Lucas do Rio Verde e Ji- Paraná, em Rondônia.

DESCOMPLIQUE A MODA E SIMPLIFIQUE A VIDA

Mesmo com inúmeras lojas e com o enorme crescimento da empresa, a BLM é considerada uma empresa diferente do segmento de confecções, segundo Sérgio Antunes. Isso porque ela possui uma missão que é baseada simplicidade: “descomplique a moda e simplifique a vida”.

“Nós não queremos ser uma empresa que dita a moda ou as últimas tendências Queremos ser a empresa que a pessoa confia na qualidade, no preço e confia, principalmente, na qualidade da marca. Uma marca mais atemporal, mais básica. Não queremos ser a última bolacha do pacote”, garante.

O foco da marca é a moda casual básica, com designer, qualidade e preço justo. Aliando qualidade de matéria prima, a BLM tem forte conteúdo urbano, moderno e prático. As peças possuem tecidos leves e confortáveis e as modelagens valorizam as formas e as tendências nunca são esquecidas.

Com essa missão, Sérgio pretende fazer da empresa uma referência da indústria da moda, na qual os próprios cuiabanos possam reconhecer a marca como da região que é tão capaz de produzir produtos com igual ou superior qualidade aqueles fabricados em outros lugares. “Sessenta por cento dos nossos clientes não sabem que nós somos da região e a BLM quer mudar este conceito e ser uma empresa que resolve o problema do cliente, e a missão cristalizou aquilo que já pensávamos”, salienta.

HOJE

Hoje a BLM já possui 25 unidades, das quais 12 são franquias e as demais são lojas próprias. A equipe é composta por 125 funcionários, muito diferente do início da empresa na qual havia três colaboradores. No total, a BLM chega a produzir, aproximadamente 300 mil peças por ano que englobam todos os estilos, modelos, cores, mas com uma única marca, BLM.

Investindo sempre em qualidade, tecnologia, pesquisa e desenvolvimento de produto, a BLM é hoje uma das maiores e melhores empresas de vestuário de Mato Grosso, na qual 97% dos seus produtos são feitos no próprio Estado.

A empresa cresce anualmente 35% no mercado, mas não quer parar por aí, mesmo depois de um crescimento e reconhecimento em qualidade surpreendente. “Se eu olhar para trás e imaginar o que eu tinha sonhado, eu cheguei aonde eu sonhei. Mas três anos atrás meu sonho já mudou e cada vez que a gente alcança um degrau, nos queremos fazer mais”, finaliza.

Para Sérgio Antunes empreender é: Superar!

 

 

 

 

 

 

1.Dica para quem quer iniciar um empreendimento

Comece pequeno. Seja rápido, trabalhe muito e bem, cresça rápido. Sonhe, pois sem sonho não vai. Sem você não projetar aonde você quer chegar, não vai. Tenha um bom objetivo, de preferência forte, simples e acorde cedo e trabalhe com ética.

2.O Custo Brasil é realmente um obstáculo para o empreendedor?

É um obstáculo, assim como é para todas as empresas. Mas eu tenho que elogiar que em Mato Grosso, a indústria têxtil, a indústria de confecção tem incentivo. Não é um gigantesco incentivo, mas é um bom incentivo que possibilita empresa como a nossa crescer sem uma carga tributaria tão alta. Você vai achar pouquíssimos empresários que reconheçam isso. Se pudéssemos não pagar nada é melhor, ia sobrar mais dinheiro para investir e a empresa crescer. Na verdade, eu acho que a burocracia atrapalha mais que a carga tributaria.

3. O que é mais importante: dinheiro ou criatividade?

Dinheiro é menos importante. Acho que força de vontade, sonho, garra, criatividade, tentar inovar e ter pensamento estratégico é fundamental. Quando nós começamos, o dinheiro não foi o impedimento, mas não foi a causa da criação da empresa.

4. O que é mais difícil: fidelizar um cliente ou conquistar um novo?

Fidelizar é mais difícil, porque temos que ter um trabalho de contato, de ligações. Temos muitos clientes fidelizados, mas fidelizar é sempre mais difícil.

5. Qual o diferencial

O que não falta é empresa de roupa, a gente tem uma ótima relação qualidade designer, preço e marca, pois a gente construiu uma marca. Muitas pessoas não sabem que a empresa é cuiabana.

 

 

 

 

 

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El Cid 18/01/2012

Grato pela presteza na resposta, a indagação se deu pelo fato de estar em certa ocasião noutro Estado trajando uma camisa polo da BLM e mencionei que se tratava de fabrica matogrossense porém não sabia o significado de BLM na epoca disse que poderia ser as iniciais do proprietario.

El Cid 16/01/2012

qual significado da sigla BLM? NR.: É sigla de Blue Moon, segundo nos informou a empresa.

José Marcondes (Muvuca) 27/12/2011

Sempre usei esta marca, mas nunca imaginei que era daqui. Kleber Lima que um dia me viu com uma camisa e disse que era um case de sucesso abordado em seu site. Valeu hiper, agora além de vestir, sentirei orgulho pelo que estou vestindo. Qualidade impecável!

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