Reportagem do Estadão/Broadcast de 24 de junho mostrou os bastidores de disputa pelo comando do conselho de administração da mineradora, que se desenrolava desde o dia 11 por pressão da Previ, o fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil.
O encerramento formal do mandato na presidência do conselho de Stieler estava previsto para abril do próximo ano. Ao antecipar essa troca, como pretendia a Previ, que é o maior acionista da mineradora, o peso e o desgaste em torno das negociações sobre a troca também começaram mais cedo. Grandes investidores da Vale se opunham à antecipação da troca.
Meia volta
O detalhe é que Daniel Stieler havia sido indicado para o conselho de administração da Vale pela própria Previ, em 2021 (ainda durante o governo Bolsonaro), tendo sido alçado à presidência do colegiado em abril de 2023 (já no governo Lula).
Por meio de fato relevante divulgado na noite desta segunda, a Vale destacou que "os demais itens (da pauta da AGE do dia 22) seguem inalterados para deliberação pelos acionistas".
Segundo a mineradora, a AGE deve propor a eleição de um novo membro para o conselho e do presidente do colegiado, conforme proposta e manual de participação divulgados pela Vale na Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
(Com Agência Estado)
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