O formulário - um Relatório Periódico de Transações, documento obrigatório pela legislação dos EUA para o presidente e altos cargos públicos, usado para dar transparência a operações financeiras e permitir a fiscalização de potenciais conflitos de interesse - detalha 189 compras e duas vendas realizadas entre 14 de novembro e 29 de dezembro, com valores informados apenas em faixas, como exige a lei, o que impede calcular o montante exato investido em cada empresa, mas confirma exposições financeiras relevantes a companhias sensíveis à agenda regulatória do governo. As duas vendas somaram pelo menos US$ 1,3 milhão, e o documento também registra a correção de valores em quatro operações anteriores.
Além dos papéis corporativos, Trump adquiriu uma ampla carteira de títulos municipais emitidos por Estados, cidades, distritos escolares, hospitais e serviços públicos. O relatório foi aprovado por um responsável de ética da Casa Branca no dia seguinte ao protocolo.
No caso dos títulos corporativos, o relatório informa que as compras de papéis de Netflix, CoreWeave, General Motors, Boeing, Occidental Petroleum e United Rentals foram feitas em faixas que variam, em geral, entre US$ 100 mil e US$ 500 mil por transação, com algumas operações alcançando intervalos mais elevados, de até US$ 1 milhão a US$ 5 milhões, dependendo do emissor e do lote adquirido.
A divulgação do relatório reacende questionamentos já existentes sobre potenciais conflitos de interesse. Trump não transferiu seus ativos para um blind trust com gestor independente, ao contrário do que fizeram antecessores, e seu conglomerado empresarial permanece sob administração familiar, atuando em áreas que frequentemente se cruzam com decisões de política pública.
(Com Agência Estado)
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