"Temos R$ 27 bilhões no orçamento deste ano, que pode chegar a R$ 34 bilhões se o governo assim quiser e se o Congresso aprovar. Para o ano que vem, também haverá recursos", pontuou ao se referir a recursos disponíveis no Fundo Clima, que pratica taxa de 6,5% ao ano para recursos reembolsáveis.
O LRCAP de baterias de 2026 foi desenhado pelo MME em dois leilões, com certames previstos para ocorrerem nos dias 2 e 4 de dezembro. O primeiro, denominado LRCAP de 2026 - Armazenamento Nacional, será destinado a sistemas de armazenamento de energia em baterias que atendam aos requisitos mínimos de nacionalização. O segundo, LRCAP de 2026 - Armazenamento, será aberto a todos os projetos de sistemas de armazenamento em baterias.
Além dos recursos do Fundo Clima, o banco vai disponibilizar o BNDES Mais Inovação, voltado ao desenvolvimento de tecnologias.
"Temos visto empresas europeias e mesmo empresas chinesas, em função do conteúdo local, demonstrando interesse de vir para cá, porque estão querendo descentralizar a produção e desenvolver as tecnologias aqui. O Brasil, hoje, é uma bola da vez", pontuou o diretor de Desenvolvimento Produtivo, Inovação e Comércio Exterior, José Luis Gordon.
"Para quem quiser desenvolver tecnologia aqui, a linha do Mais Inovação é a nossa linha mais barata, que é a TR, em torno de 2% ao ano, mais os spreads", complementou.
Conteúdo local
O BNDES ainda não definiu qual será o porcentual mínimo de conteúdo local a ser cumprido pelos projetos que pretendam obter financiamento via Fundo Clima. Uma possibilidade é um porcentual mínimo de 15%. Segundo Barbosa, há diferentes formas de cumprir o conteúdo local.
"O conteúdo local começa pequeno e vai crescendo. Tem maneiras de você cumprir esse conteúdo local com várias atividades. Uma mesma empresa pode cumprir internalizando diferentes atividades. O mercado vai resolver isso. Não precisa, por exemplo, produzir a célula de bateria imediatamente. Tem que montar a bateria aqui até 2028", exemplificou.
(Com Agência Estado)
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