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Economia Quarta-feira, 15 de Abril de 2026, 17:30 - A | A

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Quarta-feira, 15 de Abril de 2026, 17h:30 - A | A

Taxas de juros mostram acomodação com menor otimismo sobre negociações entre EUA e Irã

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

Sem novidades concretas sobre novas negociações entre Estados Unidos e Irã para um acordo de paz, o otimismo dos investidores perdeu ímpeto e levou a um pregão de acomodação no mercado de juros futuros, que vinha em queda há duas sessões. Ao contrário da dinâmica observada na terça, foram as taxas mais longas que lideraram a alta, conferindo maior inclinação da curva a termo, ao passo que os vértices curtos cederam levemente em meio a dados domésticos de atividade mais fracos pelo segundo dia consecutivo.

Declarações do Diretor de Política Monetária, Nilton David, que participou de evento do JP Morgan em Washington no final da tarde, foram monitoradas pelo mercado, mas, segundo agentes, não trouxeram informações novas a ponto de influenciar o modesto recuo do trecho mais curto da curva. David reiterou que, diante do aumento das incertezas, o BC deu início ao processo de calibração do juro com cautela e seguirá com essa postura, sem se deixar afetar pela volatilidade e dados de curto prazo

Encerrados os negócios, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 cedeu de 13,988% no ajuste anterior a 13,96%. O DI para janeiro de 2029 oscilou de 13,2% no ajuste de terça para 13,22%. O DI para janeiro de 2031 avançou a 13,35%, vindo de 13,298% no ajuste.

Na ausência de âncoras locais relevantes para influenciar as taxas, a movimentação foi bastante alinhada à curva dos Treasuries, que exibiu ligeira piora nesta quarta-feira, 15, sem sinais de que as conversas entre Washington e Teerã avançaram. Em uma sessão volátil, o petróleo fechou praticamente estável nesta quarta, com alta de 0,01% no barril do WTI para maio e recuo de 0,15% no barril do Brent para junho. Persistem dúvidas sobre a possibilidade de que o cessar-fogo no Oriente Médio seja estendido e, ao mesmo tempo, investidores observam que o estoque de óleo nos EUA diminuiu.

"O mercado de DIs está com a referência meio quebrada. Ele é o que menos voltou, os outros estão mais funcionais", afirmou Marcelo Bacelar, gestor de portfólio da Azimut Brasil Wealth Management. "A base de tudo é saber como vão ocorrer os efeitos secundários da guerra, e aí o mercado tenta achar algum preço que faça sentido", disse.

Em sua visão, o IPCA de março, que superou o teto das estimativas do mercado ao avançar 0,88%, representou um choque de primeira ordem sobre os preços, e os efeitos de segunda ordem do confronto ainda estão por vir, o que representa um desafio ao ciclo de calibração dos juros em curso. "Não consigo aplicar implícita e tomar implícita, porque ainda não sei o tamanho da propagação do choque", observa Bacelar, referindo-se à medida de inflação obtida pela diferença entre os juros prefixados e dos juros reais das Notas do Tesouro Nacional - Série B (NTN-B).

Nesta tarde, o Diretor de Política Monetária do BC, Nilton David, declarou que a autoridade monetária reconhece o aumento da incerteza global trazido pela guerra e que, assim, seguirá com postura bastante cautelosa. Também reforçou que o processo que começou com um corte de 0,25 ponto da Selic em março é uma "calibração", e não de afrouxamento das condições monetárias. Sobre a inflação, disse que o BC "não está feliz" com o aumento das expectativas inflacionárias para 2028, e que a instituição busca o centro da meta, de 3%.

Para um gestor de renda fixa consultado pela Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, as afirmações não trouxeram "nada de novo" e, assim, não ajudariam a explicar por que o vértice de janeiro de 2027 teve leve redução no pregão desta quarta. Por outro lado, as vendas do varejo, que subiram menos que o previsto em fevereiro, assim como a atividade dos serviços, podem ser uma possível razão, disse. "Temos dois dias seguidos com dados de atividade abaixo do esperado".

Publicada pelo IBGE, a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) mostrou que as vendas no varejo restrito, que não incluem automóveis e material de construção, subiram 0,6% entre janeiro e fevereiro, feitos os ajustes sazonais, abaixo da mediana de 0,9% prevista pelo Projeções Broadcast. Já o varejo ampliado avançou 1% em igual base de comparação, quando o esperado era expansão de 1,8%.

(Com Agência Estado)

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