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Economia Quinta-feira, 09 de Julho de 2026, 09:00 - A | A

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Sigo pedindo à Febraban para estender o Desenrola Adimplentes aos bancos privados, diz Durigan

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse nesta quinta-feira (9) que continua tentando que a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) contribua para estender o Desenrola Adimplentes, programa de renegociação de dívidas voltado para quem está com os débitos em dia, a mais bancos privados.

"Sigo fazendo meus pedidos para a Febraban - para o meu amigo Isaac (Sidney), que é o presidente da Febraban, e para o Milton Maluhy (CEO do Itaú), que é o presidente do conselho da Febraban, para que a gente estenda esse programa para os demais bancos", disse o ministro, durante uma entrevista à Rádio Gaúcha.

Lançado pelo governo em junho, o Desenrola Adimplentes busca aliviar as taxas de juros pagas por trabalhadores informais que estão com as dívidas em dia, mas pagam juros muito elevados. As renegociações são garantidas pelo Fundo Garantidor de Operações (FGO), mas os bancos têm menos incentivos a aliviar as taxas de quem tem pagado as parcelas.

Até agora, só Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil - além de "um ou dois bancos privados", segundo Durigan - sinalizaram interesse em atuar no Desenrola Adimplentes.

Durante a entrevista, o ministro da Fazenda afirmou que o endividamento das famílias está em nível "muito ruim" e que a maior parte das dívidas foi contraída durante a pandemia de covid-19. Por isso, ele disse, o governo decidiu lançar o Desenrola como uma medida paliativa e pontual, embora o programa já esteja na sua segunda edição.

Durigan defendeu que, além de fazer a renegociação, também é necessário produzir crédito de boa qualidade, com juros menores. Ele usou os consignados do INSS, dos servidores públicos e dos trabalhadores da iniciativa privada como um exemplo de linhas do tipo.

(Com Agência Estado)

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