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Economia Sexta-feira, 06 de Março de 2026, 17:00 - A | A

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Sexta-feira, 06 de Março de 2026, 17h:00 - A | A

'Se pagarem o que o trabalhador quer, a mão de obra aparece', diz presidente do Simpi

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

O presidente do Sindicato da Micro e Pequena Indústria do Estado de São Paulo (Simpi), Joseph Couri, ao responder sobre se acredita que o fim da jornada 6 por 1 vai agravar em algum momento a escassez de mão de obra que o já aquecido mercado de trabalho provoca, foi categórico: "Se pagarem o que o trabalhador quer, a mão de obra aparece."

Em meio ao debate sobre a redução da jornada de trabalho, tem surgido várias reflexões. Entre elas, a de que setores que não podem interromper suas atividades aos fins de semana e que precisarão contratar os chamados "folguistas" enfrentarão dificuldades para encontrar mão de obra. Mas, para o Couri, esse não é o principal problema, dado que, segundo ele, mão de obra existe. Ela só está sendo deslocada para os aplicativos, que pagam mais do que as empresas.

Para atrair estes trabalhadores, as empresas menores, mais intensivas em mão de obra e com baixa capacidade de se automatizarem, vão ter que passar a oferecer salários maiores, o que significará mais custos. Nesse sentido, disse Couri, o Simpi entende que será preciso algum tipo de contrapartida tributária para essas empresas.

"Que a mudança será aprovada, eu não tenho dúvida. Até porque é uma tendência mundial. Mas o maior impacto vai ser sobre os pequenos negócios, que não conseguem repassar aumentos de custos. Se não tiver uma contrapartida, as empresas serão empurradas para a informalidade", disse ele, reiterando que, para trazer trabalhadores para a formalidade, hoje a empresa terá que oferecer salários melhores.

Outro ponto de preocupação, segundo Couri, é o desencontro entre as propostas do Executivo e do Legislativo já que, enquanto o Executivo defende redução da jornada de 44 para 40 horas semanais, parte do Parlamento quer reduzi-la para 36 horas.

(Com Agência Estado)

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