Desse total, o órgão disse que foram R$ 221,9 bilhões de pessoas jurídicas e R$ 11,2 bilhões de pessoas físicas. No caso das empresas, o maior volume veio dos chamados grandes contribuintes. Só desse grupo, a fiscalização cobrou R$ 188,5 bilhões, cerca de 85% do total.
Nos setores sujeitos a controles especiais, o setor das bebidas alcoólicas se destacou negativamente. Foi a área com mais crédito constituído nas autuações da Receita, com R$ 5,96 bilhões em 23 fiscalizações. Depois vem o setor de produtos do fumo, com R$ 1,44 bilhão em duas fiscalizações. Ao todo, esse grupo teve R$ 8,55 bilhões cobrados pela Receita.
Operações especiais
Segundo o órgão, foram 11 operações deste tipo, contando a Carbono Oculto, por exemplo. O principal alvo foram fraudes nos setores de transporte e combustíveis, com conexões com o crime organizado.
Outro alvo da Receita foram empresas de consultoria que supostamente vendem facilidades ilegais para clientes junto ao Fisco. Como compensação de créditos tributários, por exemplo.
Nessas operações, foi constituído R$ 1 bilhão de crédito tributário, além de o bloqueio de R$ 2,2 bilhões e mais R$ 361 milhões em glosa de compensações com falsos créditos.
A subsecretária de fiscalização da Receita, Andrea Costa Chaves, disse que continuarão com as operações em 2026 e com os desdobramentos do que houve em 2025, como na Carbono Oculto.
"Quando se colhe provas, ou quando se inicia uma fiscalização, pode-se verificar operações e implicar outras questões debutadas e outras pessoas físicas ou jurídicas. É isso que são títulos de desdobramento, que chamamos de desdobramento de maneira geral", afirmou ela.
(Com Agência Estado)
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