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Economia Quinta-feira, 09 de Abril de 2026, 11:30 - A | A

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Quinta-feira, 09 de Abril de 2026, 11h:30 - A | A

Com guerra, demanda por apoio do FMI deve subir para até US$ 50 bi, diz diretora-geral

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

A diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, estima que a demanda de curto prazo por apoio ao balanço de pagamentos do organismo aumente para algo entre US$ 20 bilhões e US$ 50 bilhões por conta da guerra no Oriente Médio. Caso o cessar-fogo seja mantido, o limite inferior deve prevalecer, conforme ela.

"Vamos focar nos importadores de petróleo vulneráveis do mundo, aqueles classificados no grau especulativo, e vamos colorir em azul todos os países com programas apoiados pelo FMI", disse Georgieva, em discurso preparado para a abertura das reuniões de Primavera do Fundo, que acontecem na próxima semana, em Washington, nos EUA.

Segundo ela, essa faixa seria muito maior se não fosse pela formulação de políticas sólidas de muitas economias de mercados emergentes. "Estamos bem equipados para enfrentar este choque", garantiu.

Por fim, Georgieva disse que o FMI vai instar os reguladores e supervisores financeiros, em seu Relatório de Estabilidade Financeira Global, que é "essencial" que estejam alerta e tenham agilidade na resposta.

Segundo ela, as condições financeiras têm sido altamente acomodatícias por algum tempo, impulsionadas pelo otimismo tecnológico e novos intermediários financeiros, muitos deles não bancários.

"Embora isso tenha impulsionado o crescimento, também cria riscos de reversão", alertou Kristalina Georgieva, mencionando os temores em torno da inteligência artificial (IA) e as "enormes necessidades energéticas" atreladas. "As políticas micro e macroprudenciais devem trabalhar para reduzir tais riscos de estabilidade e garantir um sistema resiliente", concluiu.

Alerta a formuladores de políticas

A diretora-geral do FMI também fez um alerta aos formuladores de políticas diante da guerra no Oriente Médio: "não piorem as coisas". Ela apelou aos países para não tomarem ações isoladas como controles de exportação e de preços.

"Os formuladores de políticas podem ajudar de várias maneiras, e, certamente, devem ter cuidado para não piorar as coisas", disse Georgieva.

'Não joguem gasolina no fogo'

Segundo ela, ações isoladas podem perturbar ainda mais as condições globais já impactadas pela guerra no Oriente Médio. "Não joguem gasolina no fogo", pediu a diretora-geral do FMI.

Georgieva reconheceu que há valor em esperar para ver no caso dos bancos centrais. No entanto, as autoridades monetárias devem entrar em ação caso a credibilidade estiver em jogo.

"Se as expectativas de inflação ameaçarem perder a âncora e desencadear uma espiral inflacionária custosa, então os bancos centrais devem intervir firmemente com aumentos de taxas", alertou a diretora-geral do FMI.

Apoio fiscal 'direcionado e temporário'

Do outro lado, o apoio fiscal durante a guerra deve "permanecer direcionado e temporário", sugeriu a dirigente do FMI. "Os aumentos de taxas, é claro, diminuiriam ainda mais o crescimento. É assim que eles funcionam", lembrou.

De acordo com ela, se um aperto severo das condições financeiras adicionar um choque de demanda negativo ao choque de oferta, a política monetária retorna a um "delicado ato de equilíbrio" enquanto a política fiscal muda para um suporte de demanda bem calibrado - caso tenha espaço. As curvas de rendimento dos títulos de referência subiram por conta da guerra e elevaram o custo da dívida, ponderou.

"Adicionar estímulo financiado por déficit a essa mistura neste momento aumentaria o fardo sobre a política monetária e amplificaria tais mudanças", avaliou. "Seria como dirigir com um pé no acelerador e outro no freio. Não é bom", comparou Georgieva.

Ela afirmou ainda que o mundo tem um "problema de espaço fiscal". "A dívida pública é geralmente muito mais alta do que há 20 anos, inclusive na maioria dos países do G20 - refletindo a negligência generalizada da consolidação fiscal nos períodos em que as condições permitiam", avaliou.

Segundo a diretora-geral do FMI, a implicação é clara: "todos os países devem implantar seus limitados recursos fiscais de forma responsável, e a maioria deve se mover decisivamente para reconstruir espaço após este choque", concluiu.

(Com Agência Estado)

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