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Economia Sexta-feira, 07 de Dezembro de 2018, 10:53 - A | A

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Sexta-feira, 07 de Dezembro de 2018, 10h:53 - A | A

Queda dos combustíveis puxou IGP-DI de novembro para baixo, diz FGV

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

A queda no preço dos combustíveis foi o principal fator para a redução do Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna (IGP-DI) em novembro, que registrou queda de 1,14% depois de ter subido 0,26% em outubro, segundo informou a Fundação Getúlio Vargas (FGV) nesta sexta-feira, 7. As maiores influências negativas para a queda do índice foram os preços da gasolina (-22%) e do óleo diesel (-10,41%), puxados para baixo pela redução do preço do petróleo no mercado internacional.

O IGP-DI é formado por três indicadores de inflação: o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), de recuou 1,70%; O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), em queda de 0,17%; e o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), que subiu 0,13% em novembro.

O maior impacto no IPC, segundo a FGV, foi o setor de transportes, também impactado pela queda dos combustíveis. Os preços dos transportes saíram de alta de 0,82% em outubro para queda de 0,57% em novembro, influenciado pela queda de 2,90% no preço da gasolina.

Também apresentaram decréscimo em suas taxas de variação os grupos Habitação (-0,06% para -0,94%), Alimentação (0,86% para 0,41%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,51% para 0,09%), Vestuário (0,56% para 0,11%) e Educação, Leitura e Recreação (0,48% para 0,40%).

Nessas classes de despesa, as principais influências observadas partiram dos seguintes itens: tarifa de eletricidade residencial (-0,90% para -5,98%), hortaliças e legumes (19,92% para 11,28%), artigos de higiene e cuidado pessoal (0,98% para -1,14%), roupas (0,67% para 0,20%) e salas de espetáculo (0,74% para 0,26%). Já as despesas diversas e com comunicação tiveram alta, de 0,16% para 0,18%, respectivamente.

Único a apresentar taxa positiva, o INCC subiu 0,13% em novembro, contra 0,35% no mês anterior. Materiais, Equipamentos e Serviços foram destaque com alta de 0,29%, abaixo da alta de 0,57% registrada em outubro, e o custo da Mão de Obra não variou na passagem de outubro para novembro, depois de ter subido 0,16% em outubro.

(Com Agência Estado)

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