Economia Terça-feira, 30 de Agosto de 2011, 09:19 - A | A

Terça-feira, 30 de Agosto de 2011, 09h:19 - A | A

SUBINDO

Pão francês pode ficar mais caro

A fraca safra do trigo pode ser o culpado pelo aumento no preço do alimento

PORTAL R7

Os problemas climáticos que afetaram a safra de trigo deste ano podem elevar o preço do produto, encarecendo itens como o pão francês, que tem peso individual de 1,16% na formação do cálculo da inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

De janeiro a julho, o preço do pão francês acumula alta de 1,49%. No entanto, nos 12 meses encerrados em julho, o pãozinho já ficou 9% mais caro, por causa da expressiva alta do trigo no fim do ano passado. Na avaliação de Lawrence Pih, presidente do Moinho Pacífico, um dos maiores da América Latina, o preço do trigo no mercado internacional já deve aumentar a partir de setembro.

O executivo, que atribui o movimento à demanda forte e à queda de produtividade em países como Estados Unidos e Canadá, calcula que um aumento de 20% no trigo se traduza em alta de 15% na farinha, e um encarecimento de, no mínimo, 4% do pão francês. "A oferta está muito estreita em relação à demanda e o milho também está muito caro. Quando o milho sobe, o trigo vai junto, porque é seu substituto na ração animal", explicou Pih.

No levantamento sobre o custo da cesta básica feito pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o pão francês tem peso de 0,93%. E, de janeiro a julho, acumulou alta de 3,93%. O aumento nos preços das bolachas e biscoitos foi de 3,11%, enquanto o de massas secas foi de 0,92%.

"Qualquer oferta de matéria-prima que caia aumenta o preço", afirmou Cornélia Nogueira, coordenadora de Pesquisa de Preços do Dieese. A safra de trigo teve rendimento e qualidade prejudicados pelo clima, tanto no sul do Brasil quanto em países fornecedores importantes, como Argentina e Paraguai. Segundo o IBGE, a safra brasileira deve ser 14,8% menor que a de 2010.

O volume esperado é de 5,145 milhões de toneladas, quase 900 mil toneladas a menos. A área a ser colhida também teve redução, de 4,2%, e a produtividade deve cair 5,6%. Como resultado, o País terá de importar mais trigo, para atender a uma expectativa de 10,422 milhões de toneladas de consumo interno. A queda já causou recuo de 1,8% na produção de derivados do trigo pela agroindústria no primeiro semestre do ano.

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