"No caso do Desenrola Adimplentes, vamos colocar em torno de R$ 3 bilhões do Tesouro. Vamos alterar o Orçamento para disponibilizar os recursos e viabilizar essa taxa de 1,99%. Não há aporte novo no Fundo de Garantia de Operações (FGO) para o programa", afirmou o ministro em entrevista coletiva à imprensa após o anúncio do Desenrola Adimplentes.
Moretti explicou que esses R$ 3 bilhões serão "para viabilizar um blend de recursos com os bancos que vão aderir" e que esses recursos "se somam aos recursos dos bancos, viabilizando a taxa de 1,99% ao mês".
Ele disse que esse dinheiro se enquadra como despesa financeira e, portanto, não acarretará em impacto primário.
"No caso do Fies (Empreendedor), é Tesouro puro, mas também é uma linha de crédito com risco da instituição financeira. É um aporte de R$ 1 bilhão (pelo Tesouro) e não há previsão de impacto primário, por se tratar de uma despesa financeira", explicou o ministro.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que, em se tratando do Desenrola Adimplentes, "falar em medida de estímulo me parece uma enorme forçação de barra".
Também afirmou que quando o Banco Central fala que juros afetaram atividade, fica claro que o governo não estimula a atividade econômica. "Não há do lado do governo nenhum estímulo que atrapalhe a política monetária", declarou.
(Com Agência Estado)
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