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Economia Quarta-feira, 29 de Abril de 2026, 12:30 - A | A

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Quarta-feira, 29 de Abril de 2026, 12h:30 - A | A

Lula edita MP que abre crédito extraordinário de R$ 5 bi para atender o Brasil Soberano

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, editou medida provisória (MP) que autoriza a abertura de crédito extraordinário no valor de R$ 5 bilhões para atender a financiamentos previstos no Plano Brasil Soberano, lançado pelo governo federal para ajudar micro, pequenas e médias empresas cujas exportações foram afetadas pela instabilidade internacional, como a guerra no Oriente Médio e a imposição de sobretaxas pelos Estados Unidos.

Publicada no Diário Oficial da União (DOU), a medida provisória destina os recursos a Encargos Financeiros da União, no âmbito do Fundo de Garantia à Exportação, sob supervisão do Ministério da Fazenda.

Pelo texto, os R$ 5 bilhões irão apoiar "financiamentos a pessoas físicas e jurídicas de direito privado exportadoras de bens e serviços, bem como seus fornecedores, abrangidos pelo Plano Brasil Soberano".

Recentemente, o governo federal regulamentou os setores que poderão acessar recursos adicionais de R$ 15 bilhões do Plano Brasil Soberano, previstos na Medida Provisória 1.345/2026, editada pelo presidente.

Os critérios priorizam indústrias de maior intensidade tecnológica e com relevância estratégica para o País, além daquelas que tiveram suas exportações afetadas por medidas tarifárias dos Estados Unidos e pela guerra no Oriente Médio.

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, explicou, durante entrevista coletiva de imprensa sobre o assunto, que essa é "uma outra etapa" do Brasil Soberano e lembrou que o crédito adicional para o setor exportador, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e de bancos parceiros, foi aprovado pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

No ano passado, a primeira etapa do Brasil Soberano aprovou mais de R$ 16 bilhões em crédito para as empresas mais atingidas pelo tarifaço imposto unilateralmente pelos Estados Unidos.

(Com Agência Estado)

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