Economia Quarta-feira, 31 de Agosto de 2011, 18:12 - A | A

Quarta-feira, 31 de Agosto de 2011, 18h:12 - A | A

MERCADO DE AÇÕES

Investidor dos EUA prefere Brasil a outros dos Brics, diz estudo

Cerca de 60% dos gestores baseados norte-americanos colocam o Brasil como principal destino de recursos

DA REUTERS

Divulgação

Investidores do mercado acionário preferem o Brasil
O Brasil é o país preferido entre os Brics --que incluem ainda Rússia, Índia e China-- por investidores norte-americanos no mercado acionário, segundo um estudo divulgado nesta quarta-feira.

Cerca de 60% dos gestores baseados nos Estados Unidos colocam o Brasil como principal destino de recursos dentro do universo dos quatro emergentes. A China aparece em seguida, com 27%.

A pesquisa --realizada pela consultoria de comunicação FD (Financial Dynamics)-- ouviu investidores como BlackRock, Franklin Templeton e Boston Company Asset Management.

"Os investidores acreditam que os fundamentos das companhias brasileiras são o ponto mais importante para as decisões de portfólio", disse em comunicado o vice-presidente da FD, Gordon McCoun.

"Mas em um tempo em que a incerteza macroeconômica [global] está retardando a alocação de capital em mercados emergentes, as companhias brasileiras precisam trabalhar duro para aumentar sua visibilidade com a comunidade financeira dos EUA", acrescentou.

O levantamento mostra ainda que 12,5% dos investidores consultados estão muito otimistas com as empresas brasileiras, com outros 66,7% relativamente otimistas e 18,8% neutros. Não houve respostas indicando pessimismo.

No total, 33 grupos que investem na América Latina e no Brasil participaram do estudo, que foi conduzido de 26 de julho a 15 de agosto.

Trinta e nove por cento deles ampliaram os investimentos em ações no Brasil no último ano, 24% mantiveram suas aplicações e cerca de 36 por cento reduziram suas posições.

SMALL CAPS

Cerca de metade dos investidores norte-americanos consideram investir em empresas brasileiras listadas em Bolsa com valor de mercado de até US$ 5 bilhões, com a outra metade mencionando as maiores.

Ao mesmo tempo, a existência de recibos de ações nos EUA (ADRs) é um fator crítico para que os gestores invistam nas companhias brasileiras. Como normalmente são as grandes empresas que têm programas de ADRs, as menores --as "small caps"-- acabam tendo visibilidade inferior para atração de investimento.

Quanto aos setores e indústrias citados pelos investidores norte-americanos, o preferido no Brasil é o financeiro, seguido por construção, energia e consumo.

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