As investidas colocam Intesa e BPM em rota de colisão pelo controle do Monte dei Paschi - considerado o banco mais antigo do mundo ainda em operação - e prolongam a onda de consolidação no setor bancário italiano.
O Intesa informou nesta segunda-feira que ofereceu 1,6 de suas próprias ações e 1 euro em dinheiro por cada ação do Monte dei Paschi, avaliando o alvo em 10,091 euros por ação, com base nos preços de fechamento de sexta-feira, 5. Segundo o banco, a oferta embute um prêmio de 13% em relação ao fechamento do Monte dei Paschi na sexta-feira.
Com a operação, o Intesa busca reforçar sua posição como maior banco da Itália e criar o segundo maior banco da zona do euro em valor de mercado, afirmou.
A proposta inclui ainda um acordo de 3 bilhões a 3,5 bilhões de euros com a Unipol Assicurazioni para a venda da marca Monte dei Paschi, de 635 agências e das operações centrais associadas, permitindo que a instituição opere de forma independente. Segundo o Intesa, a medida tem como objetivo tratar de forma proativa potenciais questões concorrenciais.
O Intesa disse que pretende manter a Mediobanca - adquirida pelo Monte dei Paschi no ano passado - e sua marca, cerca de 625 agências do Monte dei Paschi e uma parcela limitada da infraestrutura central. Esses ativos responderam por aproximadamente 80% do lucro líquido combinado de Monte dei Paschi e Mediobanca no ano passado, afirmou.
O banco estima, para 2029, economias anuais de custos de 1,5 bilhão de euros, sinergias de receita de 1,4 bilhão de euros e encargos de integração antes de impostos de 2,1 bilhões de euros. O Intesa projeta cerca de 6.800 desligamentos voluntários - incluindo 5.000 nas operações atuais do próprio banco - e a contratação de 6.800 jovens funcionários.
A oferta do Intesa veio na esteira de uma proposta rival do BPM, que no domingo (7) disse ter convidado o Monte dei Paschi a abrir conversas para uma "fusão entre iguais", com o objetivo de formar um grupo com valor de mercado combinado superior a 50 bilhões de euros, já considerando as sinergias potenciais de uma operação.
O Monte dei Paschi não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.
O BPM não divulgou os termos financeiros, mas afirmou que a operação seria estruturada como uma fusão entre iguais. O grupo combinado manteria as respectivas marcas, sedes históricas e raízes territoriais de ambos os bancos e adotaria uma governança baseada em equilíbrio e representatividade.
Segundo o BPM, uma eventual fusão entre Monte dei Paschi e BPM criaria o segundo maior banco doméstico da Itália em volume de empréstimos e depósitos de clientes, além de ampliar as opções estratégicas para a participação do Monte dei Paschi na Assicurazioni Generali. O banco disse ainda que a combinação se beneficiaria da complementaridade geográfica das duas instituições, geraria economias de custos superiores a 650 milhões de euros e sinergias de receita acima de 450 milhões de euros.
As movimentações em torno do Monte dei Paschi ocorrem num momento em que o UniCredit, segundo maior banco da Itália, está no meio de uma oferta de aquisição pelo alemão Commerzbank. No ano passado, o UniCredit tentou comprar o BPM, mas desistiu mas desistiu após a iniciativa ser rejeitada e o governo italiano impor condições à operação. Fonte: Dow Jones Newswires.
*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.
(Com Agência Estado)
Clique aqui e faça parte no nosso grupo para receber as últimas do HiperNoticias.
Clique aqui e faça parte do nosso grupo no Telegram.
Siga-nos no TWITTER ; INSTAGRAM e FACEBOOK e acompanhe as notícias em primeira mão.







