Em publicação no LinkedIn, o dirigente destacou que a decisão de elevar a taxa de depósito de 2% para 2,25% visa impedir efeitos de segunda rodada sobre os preços.
"Essa decisão sobre os juros é necessária para garantir que os efeitos de segunda rodada permaneçam contidos", escreveu Moulin. Segundo ele, a medida se justifica nos diferentes cenários avaliados pelo BCE para a economia do bloco.
O dirigente afirmou que, três meses e meio após o início do conflito, já está claro que o choque energético será persistente, independentemente da evolução geopolítica no curto prazo. De acordo com Moulin, a alta dos preços do petróleo e do gás começou a ser repassada para outros componentes da cesta de consumo, especialmente alguns serviços, embora ainda não haja sinais de efeitos secundários por meio dos salários.
Moulin observou ainda que as projeções do BCE para a zona do euro foram revisadas para cima no caso da inflação e, de forma mais moderada, para baixo no caso do crescimento econômico. O comentário reforça a avaliação apresentada pela presidente da instituição, Christine Lagarde, de que os riscos inflacionários associados ao conflito permanecem elevados.
Apesar do tom firme em relação à inflação, Moulin ecoou Lagarde ao reiterar que o BCE seguirá dependente dos dados para definir os próximos passos da política monetária. "Em um ambiente de elevada incerteza, continuaremos atentos à evolução dos diversos indicadores, sem nos comprometer com uma trajetória predeterminada", afirmou.
(Com Agência Estado)
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