Contudo, a dirigente ponderou que também há diversas preocupações sobre mudanças estruturais provocadas pela inteligência artificial (IA) no mercado de trabalho, além do ambiente atual de baixa contratação e demissão - que, segundo ela, traz maior vulnerabilidade para a economia americana.
Na visão dela, a desaceleração do mercado de trabalho dos EUA acontece em diversos setores, independente de usarem IA ou não. Daly reconheceu que há uma boa criação de empregos em saúde e educação, mas que todas as outras áreas estão estáveis ou eliminando vagas. "É a razão pela qual quero ser cautelosa", pontuou. "Nenhuma tecnologia necessariamente elimina empregos, mas pode mudar como é ofertado e suas funções."
A dirigente avaliou que a política monetária está moderadamente restritiva agora e estimou que restam cerca de 75 pontos-base (pb) de cortes até que atinja o nível neutro. "Mas esta métrica não é algo concreto. Juros neutros são estimativas e ninguém calibra a política monetária com precisão cirúrgica ao ajustá-la rumo ao nível neutro", disse, acrescentando que nem mesmo o uso de inteligência artificial poderia dar uma estimativa exata.
Daly também negou que o banco central esteja substituindo pesquisadores e equipe técnica de economistas por ferramentas IA. "Não usamos inteligência artificial em política monetária, somente nas pesquisas. Isso porque ela ajuda a encontrar caminhos, mas não dá as respostas sozinha", esclareceu, ao mesmo tempo em que defendeu a necessidade de modernização dos BCs.
(Com Agência Estado)
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