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Economia Sexta-feira, 06 de Março de 2026, 11:30 - A | A

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Sexta-feira, 06 de Março de 2026, 11h:30 - A | A

Indústria opera 15,3% abaixo do nível recorde alcançado em maio de 2011, aponta IBGE

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

Em janeiro, a indústria brasileira operava 15,3% aquém do pico alcançado em maio de 2011. Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Na categoria de bens de capital, a produção está 33,9% abaixo do pico registrado em setembro de 2013. Os bens intermediários estão 13,1% aquém do auge de maio de 2011.

Os bens de consumo duráveis estão 31,8% abaixo do ápice de junho de 2013, e os bens semiduráveis e não duráveis operam em nível 12,2% inferior ao pico de junho de 2013.

Pandemia

De acordo com o IBGE, a indústria brasileira chegou a janeiro operando 1,8% acima do patamar de fevereiro de 2020: 11 das 25 atividades investigadas estão operando em nível superior ao pré-crise sanitária.

Em dezembro, os níveis mais elevados em relação ao patamar de fevereiro de 2020 foram os registrados pelas atividades de produtos do fumo (30,9%), outros equipamentos de transporte (27,0%), indústrias extrativas (14,3%) e produtos alimentícios (6,0%).

No extremo oposto, os segmentos mais distantes do patamar pré-pandemia são vestuário e acessórios (-25,1%), móveis (-22,7%), produtos diversos (-15,6%) e impressão e reprodução de gravações (-13,5%).

Entre as categorias de uso, a produção de bens de capital está 4,4% acima do nível de fevereiro de 2020. A fabricação de bens intermediários está 5,1% acima do pré-covid. Os bens duráveis estão 10,8% abaixo do pré-pandemia, e os bens semiduráveis e não duráveis estão 3,4% aquém do patamar de fevereiro de 2020.

Revisões

O IBGE revisou o resultado da produção industrial em dezembro ante novembro, de uma queda de 1,2% para uma redução de 1,9%. A taxa de outubro ante setembro foi revista de estabilidade (0,0%) para alta de 0,1%, e a de junho ante maio também saiu de estabilidade (0,0%) para alta de 0,1%.

Segundo André Macedo, gerente da pesquisa do IBGE, a revisão foi decorrente de uma entrada de novas informações primárias e também de retificação de dados fornecidos por informantes, que ocorreu de forma mais intensa do que o padrão habitual.

Além disso, a própria entrada de informações de um novo mês na série histórica provoca naturalmente revisões de meses anteriores via metodologia de ajuste sazonal.

(Com Agência Estado)

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