Segunda-feira, 02 de Março de 2026
facebook001.png instagram001.png twitter001.png youtube001.png whatsapp001.png
dolar R$ 5,36
euro R$ 6,23
libra R$ 6,23

00:00:00

image
facebook001.png instagram001.png twitter001.png youtube001.png whatsapp001.png

00:00:00

image
dolar R$ 5,36
euro R$ 6,23
libra R$ 6,23

Economia Segunda-feira, 02 de Março de 2026, 21:30 - A | A

facebook instagram twitter youtube whatsapp

Segunda-feira, 02 de Março de 2026, 21h:30 - A | A

Haddad afirma que há 'espaço para melhorar as contas públicas

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta segunda-feira, 23, que há espaço para melhorar a situação das contas públicas, ao falar da política fiscal a ser adotada no próximo governo. Ele citou a aposentadoria dos militares, as emendas parlamentares, e os supersalários no funcionalismo entre as frentes que podem ser atacadas para um maior equilíbrio fiscal.

"Se o próximo governo fizer exatamente o mesmo esforço que este governo fez, as condições de estabilidade e trajetória da dívida vão ser conseguidas", afirmou Haddad durante aula magna na abertura do ano letivo na Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da USP.

Posicionando-se contra cortes de benefícios sociais, Haddad disse que o ministro da Fazenda não precisa de uma "serra elétrica", mas sim de uma "chave de fenda" - ou seja, uma ferramenta para corrigir desajustes, sem prejudicar as camadas vulneráveis da população.

"Serra elétrica vai machucar muita gente, como está acontecendo aí mundo afora. Não precisa disso. Se fizer o mesmo esforço que fez, preservando a base da pirâmide, a gente tem condição de ter crescimento sustentável", declarou Haddad ao responder a uma pergunta sobre o próximo governo.

O ministro disse que, por meio, principalmente, do corte de benefícios a empresários, os chamados gastos tributários, o atual mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai entregar as contas primárias em condição próxima de zero, após herdar contas do governo anterior que levaram a um déficit primário de R$ 230 bilhões em 2023.

"Não tenho receio do que precisa ser feito, do ponto de vista de preservação de direitos sociais importantes, que são caros a todos nós, mas, ao mesmo tempo, de dar uma resposta para a sustentabilidade fiscal", declarou Haddad.

O ministro reclamou ainda que, enquanto a direita o chama de "gastão", a esquerda trata ele como um austericida. "Como é que eu posso ser as duas coisas simultâneas? Alguém está errado, e acho que os dois lados estão errados. O lado do austericida está erradíssimo ... Tudo foi feito de maneira a preservar os direitos sociais. Mas isso tudo somado com a proporção do PIB, caiu, porque a economia cresceu. Como a economia cresceu, esse gasto como proporção do PIB ficou um pouco menor", declarou Haddad aos estudantes de economia.

(Com Agência Estado)

Clique aqui e faça parte no nosso grupo para receber as últimas do HiperNoticias.

Clique aqui e faça parte do nosso grupo no Telegram.

Siga-nos no TWITTER ; INSTAGRAM  e FACEBOOK e acompanhe as notícias em primeira mão. 

 

Comente esta notícia

Algo errado nesta matéria ?

Use este espaço apenas para a comunicação de erros