A unidade de Fort Morgan estava com as atividades interrompidas desde 20 de maio, quando a Cargill decretou um locaute e impediu a entrada de cerca de 2 mil funcionários, depois que 85% dos trabalhadores sindicalizados rejeitaram uma proposta contratual anterior.
À época, a multinacional justificou a paralisação forçada alegando que a ameaça de greve trazia riscos operacionais e de segurança alimentar ao manejo de animais vivos.
A decisão foi criticada pelo secretário-tesoureiro do Teamsters Local 455, Dean Modecker, que acusou a empresa de adotar uma postura abusiva contra os empregados durante a negociação.
Conforme o plano divulgado pela Cargill, a retomada das operações ocorrerá de forma gradual e por etapas.
Os trabalhadores passarão por treinamentos de reciclagem e por atividades de preparação do maquinário e das áreas de produção após o período prolongado de inatividade.
O cronograma para o reinício do abate de gado será coordenado diretamente com os pecuaristas fornecedores da região, à medida que as equipes concluírem a capacitação.
A empresa informou ainda que continuará a utilizar sua rede logística complementar para atender os clientes da cadeia de carne bovina durante a transição e ressaltou que não fornecerá detalhes financeiros do contrato ratificado.
(Com Agência Estado)
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