No mês passado, o diesel comum caiu 1,17% e terminou a R$ 6,70 o litro, enquanto o diesel S-10 recuou 0,70%, para R$ 7,05, segundo o IPTL.
Segundo a Edenred, a necessidade de adequação a novas regras e o aumento da fiscalização contribuíram para a alta do frete em agosto. A entrada em vigor da Lei nº 15.485/2026, conhecida como Lei do Frete Mínimo, reforçou a exigência de cumprimento do piso mínimo e ampliou a fiscalização da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) sobre a aplicação do piso e a emissão do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT) em praticamente todas as modalidades de transporte de carga.
Além disso, a dinâmica do agronegócio também pressionou os fretes, com o fim da colheita da segunda safra de milho aquecendo a demanda por caminhões. A Edenred avalia que esse movimento pode manter o viés de alta em setembro, em meio à valorização do grão e às incertezas do setor sobre os possíveis impactos do El Niño na próxima safra.
"Para setembro, o mercado deve seguir atento ao comportamento das cotações do milho e às condições climáticas, fatores que podem manter os custos do transporte de cargas em patamares elevados", avalia o diretor de Unidades de Negócios da Edenred Mobilidade, Vinicios Fernandes.
(Com Agência Estado)
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