A perspectiva para o rating de longo prazo em moeda estrangeira foi revisada de positiva para estável, enquanto a agência reiterou a nota "BB-".
Para a Fitch, um conflito mais prolongado aumentaria ainda mais a pressão sobre as finanças externas da Turquia e sobre a inflação, principalmente devido ao seu considerável déficit comercial de energia.
Os ratings ainda são sustentados pela economia grande e diversificada da Turquia, baixo endividamento do governo, histórico de manutenção de acesso a financiamento externo durante períodos de estresse e por seu setor bancário resiliente.
O país passou a contar com um colchão externo mais curto, pontuou a Fitch. As reservas internacionais brutas caíram para US$ 162 bilhões no início de abril, ante US$ 210 bilhões no fim de fevereiro, devido a saídas de não residentes e, em menor medida, ao menor preço do ouro e à maior demanda por moeda estrangeira por empresas.
"Projetamos que as reservas brutas em FX cairão para 3,8 meses de pagamentos externos correntes no fim de 2027, de 5,0 meses no fim de 2025, abaixo da mediana "BB" de 4,8 meses", observou a Fitch.
As reservas líquidas cambiais, excluindo swaps, caíram mais, para abaixo de US$ 19 bilhões, de US$ 79 bilhões, embora ainda bem acima do mínimo de 2024 de menos US$ 66 bilhões, em parte refletindo a retomada, na semana passada, de swaps cambiais do BC com bancos domésticos.
A Fitch projeta que o déficit em conta corrente da Turquia aumentará 0,6 ponto porcentual, para 2,5% do PIB em 2026, diante de preços mais altos de energia e pelo impacto defasado da apreciação da taxa de câmbio real, e para 2,9% em 2027 com demanda doméstica mais forte.
O cenário base da Fitch prevê uma normalização gradual dos fluxos de petróleo em maio e junho.
*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação da Broadcast
(Com Agência Estado)
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