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Economia Terça-feira, 22 de Setembro de 2026, 14:30 - A | A

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Terça-feira, 22 de Setembro de 2026, 14h:30 - A | A

Fazenda reduz projeção para IPCA de 2026, de 5,1% para 4,9%, ainda acima do teto da meta

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

O Ministério da Fazenda reduziu a sua projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2026, de 5,1% para 4,9%, ainda acima do teto da meta, de 4,5%. As informações constam do Boletim Macrofiscal, publicado nesta terça-feira, 22, pela Secretaria de Política Econômica (SPE).

A expectativa da SPE para a inflação deste ano converge com a mediana do último relatório Focus, divulgado ontem, que indica que o IPCA deve ficar em 4,92% neste ano.

"A revisão para baixo decorre dos resultados do IPCA até julho, que ficaram, em parte, abaixo do projetado na grade anterior, especialmente no grupo de alimentação no domicílio e, em menor medida, no de serviços", justifica a SPE.

De acordo com a SPE, a revisão também incorpora a melhora das expectativas de inflação para 2026, a manutenção da taxa Selic em patamar contracionista ao longo do ano e a desaceleração esperada da atividade econômica no segundo semestre de 2026.

A pasta coloca que a projeção também considera fatores de influência altista. "O El Niño pode pressionar os preços dos alimentos in natura ainda este ano, embora seus efeitos mais significativos devam se concentrar na safra de 2027", sustenta.

No cenário externo, entre as grades de julho e setembro, a SPE diz que a intensificação do conflito no Oriente Médio elevou as incertezas quanto aos impactos de segunda ordem da alta do preço do petróleo sobre outras cadeias produtivas. Nesse período, a cotação média do petróleo projetada para 2026 subiu de US$ 79,16 para US$ 87,70 por barril, alta de aproximadamente 10,8%.

Combustíveis

A projeção da SPE para o IPCA não incorpora as medidas recentes de alívio nos preços dos combustíveis. No caso da gasolina, as alíquotas do PIS/Pasep e da Cofins foram reduzidas em R$ 0,63 por litro, em substituição à subvenção de R$ 0,44 por litro. Para o etanol hidratado, as duas contribuições foram zeradas, resultando em uma redução da carga tributária de R$ 0,19 por litro.

Segundo as estimativas do Ministério da Fazenda, a desoneração da gasolina e do etanol hidratado, sem considerar a subvenção ao diesel, tem potencial para reduzir o IPCA em aproximadamente 0,15 ponto porcentual.

2027

Para 2027, a expectativa de inflação foi revisada para cima, passando de 3,6% para 3,8%, refletindo os efeitos de um El Niño mais intenso sobre a safra do próximo ano. "Além dos efeitos de segunda ordem do El Niño sobre as carnes, a possível reversão do ciclo pecuário, com maior retenção de fêmeas, gera um risco de elevação de preços ainda maior para esse item", afirma a SPE. O Focus projeta que a inflação encerre 2027 em 4,30%.

Para os anos seguintes, projeta-se inflação convergindo para a meta, em 3,0% em 2028, 2029 e 2030.

INPC

A projeção da Fazenda para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de 2026 passou de 5,3% para 5,1%. Para 2027, a previsão para o INPC subiu de 3,7% para 3,9%.

Para o Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI), a estimativa foi de 5,6% para 5,0% em 2026. Em relação à expectativa para IGP-DI de 2027, ficou inalterada em 4,0%.

(Com Agência Estado)

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