A valorização no pré-mercado de ações em Nova York e do petróleo estimula o Índice Bovespa nesta Super Quarta, com decisões sobre juros nos Estados Unidos e no Brasil. Ainda ficam no radar os dados de produção da Vale do quarto trimestre de 2025, com avanço de 6% em um ano e recuo de 4,2% em relação ao terceiro trimestre do ano passado.
Ontem, o Ibovespa subiu 1,79%, fechando aos 181.919,13 pontos - marca histórica. A presença do investidor estrangeiro tem sido decisiva para os avanços do Índice Bovespa que, nesta reta final de janeiro, acumula ganhos de cerca de 14% até perto das 11 horas. No acumulado do ano, o fluxo de capital externo está positivo em R$ 20,2 bilhões, pouco mais de três vezes o visto em janeiro como um todo de 2025, de R$ 6,824 bilhões.
Chamarizes de investidores estrangeiros, Vale (0,92%), Petrobras (altas entre 2,41%/PN e 2,13%/ON) e grandes bancos avançam. Neste último caso, destaque à alta de 2,43% de Banco do Brasil ON e de 1,68% de Itaú Unibanco PN - as maiores elevações do setor.
"Sobe devido ao ingresso de capital estrangeiro. O gringo é que tem sustentado o Ibovespa. Só neste começo do ano, a entrada de fluxo externo já está próxima de todo o ingresso de 2025, de quase R$ 25 bilhões", diz Luiz Roberto Monteiro, operador da mesa institucional da Warren Investimentos.
Monteiro explica que as incertezas de investidores em relação à política do governo do presidente Donald Trump têm provocado um processo de rotação de ativos dos EUA para mercados emergentes, como o Brasil. "Ainda tem a expectativa de cortes da Selic ainda no primeiro trimestre", afirma.
Há grande expectativa no mercado pelas decisões sobre juros. À tarde, o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) deve manter os juros entre 3,50% e 3,75% ao ano nos EUA, depois de três cortes. As atenções se concentrarão principalmente no comunicado do banco central norte-americano e na entrevista do presidente da instituição, Jerome Powell, em meio a especulações sobre seu sucessor.
Já no início da noite, o Comitê de Política Monetária (Copom) deve manter a Selic em 15,00% ao ano pela quinta vez seguida. Entre 37 instituições consultadas pelo Projeções Broadcast, 36 esperam que os cortes da Selic comecem depois de janeiro, sendo que 34 acreditam que será em março, enquanto duas instituições veem queda somente a partir de abril. Para apenas uma casa, porém, a flexibilização deverá começar em janeiro.
Em meio ao quadro de desinflação e atividade em desaceleração, alguns especialistas esperam que o colegiado do Banco Central sinalize quando pretende iniciar o processo de flexibilização monetária.
Para o Itaú Unibanco, o Copom deve optar, por unanimidade, deixar a Selic inalterada no nível atual de 15,00% ao ano. Na sexta-feira passada, o banco deslocou a projeção de um primeiro corte de 0,25 ponto porcentual no juro básico, desta reunião para a de março.
Dentre alguns dos fatores para o adiamento, o Itaú cita que o Copom quer ganhar mais confiança no processo de desinflação, em um ambiente de mercado de trabalho ainda resiliente, e menciona o início de ciclo com precificação de mercado inconsistente com corte.
"Isso posto, seguimos acreditando que o início do ciclo de flexibilização está próximo. Em sua comunicação recente, o comitê demonstrou que está ganhando confiança de que sua estratégia está surtindo efeito", acrescenta em nota o Itaú.
Às 11h07, o Ibovespa subia 1,23%, aos 184.158,85, enquanto os juros futuros caíam. O dólar à vista tinha queda de 0,53%, a R$ 5,1796, após mínima aos R$ 5,1713.
Em Dalian, na China, o minério de ferro encerrou em queda de 0,70%, enquanto o petróleo tipo Brent, referência para a Petrobras, avançava 1,42%.
(Com Agência Estado)
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