De acordo com os autores, o modelo atualmente em vigor tende a "superestimar de forma sistemática os custos regulatórios, sobretudo em operações de maior produtividade e de menor distância".
Uma das principais propostas envolve a revisão da carga horária mensal considerada no cálculo do piso. A metodologia da ANTT adota 181 horas de trabalho por mês. O estudo sustenta que esse parâmetro subestima a utilização efetiva dos veículos e dos motoristas e sugere sua elevação para 220 horas.
Segundo a simulação da USP, a alteração resultaria em redução média de aproximadamente 7,6% nos valores calculados para o piso de frete. No transporte de grãos, a queda poderia variar entre 6,38% e 11,04%, a depender da distância percorrida e da configuração do veículo.
Outra recomendação trata da depreciação dos caminhões e da remuneração do capital investido. A metodologia atual considera uma vida econômica de sete anos para a composição veicular, parâmetro utilizado para calcular a perda de valor dos ativos e do retorno esperado sobre o investimento. O estudo argumenta, porém, que a referência está distante da realidade da frota brasileira.
Os pesquisadores citam dados da própria ANTT que apontam idade média de 16,4 anos para os veículos de tração em circulação no País. Na avaliação do grupo, a utilização de parâmetros mais próximos dessa realidade reduziria os custos estimados pela metodologia.
As simulações indicam que a adequação deste item poderia diminuir o custo calculado do transporte de grãos entre 6% e 10%, dependendo do trecho e do tipo de veículo utilizado.
(Com Agência Estado)
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