O etanol também ficou mais caro, com aumento de 2,66%, a R$ 4,24 por litro, e a gasolina foi o único combustível estável, com preço médio de R$ 6,73.
A alta do diesel coincidiu com o início do plantio da safra 2026/27, período de maior demanda para abastecer máquinas e ampliar o transporte no campo, em um cenário ainda pressionado pela volatilidade das cotações internacionais do petróleo, avaliou a Edenred.
Em meio a preocupações com logística, o governo federal descartou risco de desabastecimento e disse acompanhar o fornecimento. Para reduzir impactos sobre frete e custos de produção, o Ministério da Fazenda prorrogou por 30 dias a subvenção ao diesel A, mantendo o subsídio de R$ 2,12 por litro, medida que entrou em vigor no domingo, 27.
"Setembro marca uma mudança no comportamento dos preços dos combustíveis no Brasil. Após quatro meses consecutivos de queda, o diesel volta a pressionar o mercado, impulsionado pela combinação entre o aumento da demanda do agronegócio e a volatilidade do petróleo no cenário internacional", avaliou o diretor de Unidades de Negócios da Edenred Mobilidade, Vinicios Fernandes.
Segundo ele, esse movimento acende um alerta para os custos logísticos, especialmente em um período estratégico para o escoamento da produção agrícola.
Regionalmente, o Norte teve os maiores preços médios do diesel, e o Sul, os menores, embora tenha registrado as maiores altas mensais. Entre os Estados, o Acre apareceu com os maiores valores médios do País e Mato Grosso com o maior aumento do diesel S-10.
Na análise regional, o S-10 comercializado na região Norte teve preço médio de R$ 7,63 por litro, e o comum, a R$ 7,64. Já o Sul registrou os menores valores médios do País para as duas versões, R$ 6,85 para o S-10 e R$ 6,44 para o comum. Apesar disso, a região apresentou as maiores altas mensais, de 4,42% e 4,04%, respectivamente. O Centro-Oeste também se destacou pela elevação do diesel S-10, que subiu 4,14%, alcançando R$ 7,30 por litro.
No Sudeste, o diesel S-10 teve preço médio de R$ 7,12 o litro, alta de 1,86% contra agosto; o etanol subiu 3,26%, para R$ 4,12 o litro; e a gasolina teve alta de 0,30%,para R$ 6,58 o litro.
O IPTL é calculado com base em abastecimentos em 21 mil postos credenciados da Edenred Ticket Log.
(Com Agência Estado)
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