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Economia Quarta-feira, 21 de Outubro de 2026, 12:30 - A | A

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Quarta-feira, 21 de Outubro de 2026, 12h:30 - A | A

Deputado do PT diz que fim da escala 6x1 não vai quebrar o país e defende micropensões

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

O fim da escala de trabalho 6x1 não vai comprometer a economia brasileira, assim como não se concretizaram previsões de impactos negativos com a abolição da escravidão e a criação do 13º salário, afirmou o deputado federal Tadeu Veneri (PT). Durante a abertura do 47º Congresso Brasileiro de Previdência Privada, o parlamentar defendeu a redução da jornada de trabalho e a adoção da escala 5x2, com cinco dias de trabalho e dois de descanso.

"Nós aprovamos a jornada 5x2. Tem coisas para acertar, têm jornadas para serem corrigidas. Alguns reclamaram que isso quebraria o País. Mas reclamaram que quebraria o País pela escravidão. Assim foi também quando falaram no 13º que quebraria o País", afirmou Veneri.

O deputado também rebateu argumentos de que a redução da jornada prejudicaria a atividade econômica e questionou comparações entre os modelos de remuneração adotados no Brasil e nos Estados Unidos. Segundo ele, as diferenças entre os sistemas trabalhistas precisam ser consideradas no debate sobre a organização da jornada e a remuneração dos trabalhadores.

Além da discussão sobre as relações de trabalho, Veneri defendeu as micropensões como alternativa para complementar a previdência pública. "Micropensões é, sim, uma alternativa", declarou.

O deputado também defendeu as entidades fechadas de previdência complementar (EFPCs), que, por não terem finalidade lucrativa, podem, em sua avaliação, proporcionar melhores rendimentos aos participantes. Veneri ressaltou que a atuação no segmento deve combinar remuneração dos profissionais com o compromisso de ampliar o bem-estar dos beneficiários.

"Quem está aqui, quem trabalha pela previdência de outras pessoas, claro que tem que ter a sua remuneração, é óbvio, mas trabalha porque acredita que é possível, sim, ter um mundo melhor. É possível, sim, a gente viver melhor", afirmou.

As declarações ocorreram durante a abertura do 47º Congresso Brasileiro de Previdência Privada, promovido pela Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (Abrapp), em São Paulo.

(Com Agência Estado)

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