O rombo foi um pouco menor do que o previsto na mediana das previsões da pesquisa Projeções Broadcast com o mercado financeiro, que apontava para déficit de US$ 5,300 bilhões. As estimativas, todas negativas, iam de US$ 4,400 bilhões a US$ 8,800 bilhões.
A conta corrente tem saldo negativo de US$ 49,273 bilhões no acumulado de 2026. O rombo em 12 meses diminuiu de 2,50% do Produto Interno Bruto (PIB) em agosto para 2,33% em setembro. É o menor déficit da série desde setembro desde setembro de 2024, quando o rombo era de 2,19% do PIB.
A balança comercial teve superávit de US$ 6,869 bilhões no mês passado, segundo a metodologia do BC. A conta de serviços teve déficit de US$ 5,243 bilhões. A conta de renda primária ficou negativa em US$ 7,203 bilhões, e a conta financeira, negativa em US$ 7,199 bilhões.
O BC espera um déficit de US$ 60 bilhões nas transações correntes este ano, o equivalente a 2,3% do PIB, de acordo com o Relatório de Política Monetária (RPM) do 3º trimestre. A estimativa incorpora um superávit comercial de US$ 75 bilhões, além de déficits de US$ 56 bilhões na conta de serviços e de US$ 85 bilhões na conta de renda primária.
Remessa de lucros e dividendos
A rubrica de lucros e dividendos no balanço de pagamentos teve déficit de US$ 5,060 bilhões em setembro, informou o Banco Central. Em setembro de 2025, os lucros e dividendos tiveram saldo negativo de US$ 4,442 bilhões.
As despesas com juros externos somaram US$ 2,175 bilhão no mês passado, contra US$ 2,478 bilhão no mesmo mês de 2025.
No acumulado do ano até setembro, a rubrica de lucros e dividendos está negativa em US$ 43,132 bilhões, enquanto a dos gastos com o serviço da dívida está negativa em US$ 21,135 bilhões.
Viagens internacionais
A conta de viagens internacionais teve déficit de US$ 1,394 bilhão em setembro, informou o Banco Central. O valor reflete a diferença entre o que os brasileiros gastaram no exterior e o que os estrangeiros desembolsaram no Brasil. Em setembro de 2025, o déficit nessa conta foi de US$ 1,091 bilhão.
Os brasileiros gastaram US$ 2,299 bilhões no exterior no mês passado. As despesas dos estrangeiros com viagens ao Brasil ficaram em US$ 905 milhões.
A conta de viagens internacionais acumula déficit de US$ 10,900 bilhões em 2026. Ela teve déficit de US$ 11,536 bilhões em 2025.
Dívida externa
O Banco Central estima que a dívida externa brasileira atingiu US$ 420,261 bilhões em setembro, segundo os números do balanço de pagamentos divulgados nesta segunda-feira. A dívida externa era de US$ 420,826 bilhões em agosto, segundo as estimativas da autarquia.
A dívida externa de longo prazo atingiu US$ 298,182 bilhões em setembro, enquanto o estoque de curto prazo estava em US$ 122,079 bilhões.
(Com Agência Estado)
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