Economia Segunda-feira, 17 de Outubro de 2011, 18:00 - A | A

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RIO XINGU

BNDES admite novo empréstimo-ponte para Belo Monte

Expectativa é que o BNDES financie cerca de 70% do custo para a construção do projeto, que é de R$ 19,6 bi

DA FOLHA DE SÃO PAULO

Divulgação

O presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Luciano Coutinho, disse hoje, em São Paulo, que a instituição pode conceder novo empréstimo-ponte à Nesa (Norte Energia S.A.), empresa que irá construir e operar a Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu (PA).

Até agora, o banco já aprovou e liberou à empresa uma linha de R$ 1,087 bilhão. A última parcela desse recurso foi sacada em julho. Coutinho não informou qual o valor que poderá ser concedido nesse novo empréstimo-ponte.

Esse tipo de operação, em geral, antecede a concessão de uma linha de crédito definitiva e garante o cumprimento de obrigações financeiras geradas com o início da construção. A hidrelétrica, que faz parte da carteira de obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), ainda não teve aprovado o pedido de crédito definitivo.

"O BNDES já fez um empréstimo-ponte e [as obras] nos canteiros estão acontecendo. O processo de estruturação da SPE (Sociedade de Propósito Específico) está sendo aperfeiçoado. Se necessário, poderemos complementar o empréstimo-ponte para ter tempo de fazer tudo corretamente. Não há um valor [definido] para um novo [empréstimo] ponte", disse Coutinho ao deixar uma reunião, na sede da CNI (Confederação Nacional da Indústria), em São Paulo.

Segundo ele, a Nesa não irá precisar de recursos neste ano, o que indica certa previsão de que a concessão do crédito principal para a construção da obra não seja definido ainda em 2011. No fim de setembro, o superintendente de infraestrutura do banco, Nelson Siffert, disse em evento no Rio que a instituição tentaria concluir a estruturação do financiamento de Belo Monte neste ano.

A expectativa é que o BNDES financie cerca de 70% do custo para a construção do projeto, que segundo a EPE (Empresa de Pesquisa Energética) é de R$ 19,6 bilhões. O financiamento do BNDES alcançaria, então, cifra próxima a R$ 15 bilhões.

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