A pausa na alta de juros em julho não significa que o ciclo de aperto monetário tenha chegado ao fim, frisou o BCE, acrescentando que alguns dirigentes afirmaram que não teriam se oposto a um aumento das taxas na última reunião, diante dos riscos para a inflação.
A ata também destacou que a decisão de manter os juros foi bem posicionada para lidar com a incerteza causada pelo conflito no Oriente Médio e que os dados recentes ofereceram argumentos a favor de uma pausa.
"Apesar dos riscos para a inflação, as expectativas de longo prazo permaneceram em torno de 2%", disse o BC da zona do euro. O documento afirmou ainda que as perspectivas básicas foram avaliadas como "amplamente estáveis" e que a economia se mostrou mais resiliente do que o esperado.
Ainda segundo a ata, houve poucos indícios de que efeitos de segunda ordem estejam se concretizando, mas o impacto dos preços elevados de energia sobre os consumidores talvez ainda não esteja totalmente visível nos dados de julho e pode demorar até agosto para se materializar.
Na reunião de julho, o BCE manteve suas principais taxas de juros inalteradas, após um aumento de 25 pontos-base no mês anterior.
(Com Agência Estado)
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