"Surpresas negativas - como uma nova escalada das tensões comerciais ou geopolíticas, retrocessos nos avanços da inteligência artificial com ajustes nos preços dos ativos ou dúvidas crescentes sobre a credibilidade fiscal dos EUA - podem desencadear mudanças abruptas no sentimento, com repercussões em diversas classes de ativos e regiões geográficas", disse o dirigente em discurso no Dia dos Investidores da Espanha nesta quarta-feira, 14.
Para Guindos, o risco geopolítico aumenta consideravelmente os efeitos de baixa ao crescimento e a zona do euro está expostas a choques e vulnerabilidades externas.
"Estamos enfrentando uma grande mudança na ordem mundial, com crescentes desafios geopolíticos", disse. O dirigente salientou que o único caminho viável a seguir é por meio da manutenção dos valores europeus e promoção de uma cooperação mais forte e uma integração mais profunda na Europa.
Do ponto de vista da inflação, o impacto do novo quadro global pode ser menor se o aumento das tarifas americanas reduzir a demanda por exportações da zona do euro e se os países com excesso de capacidade aumentarem suas exportações para a zona do euro.
Mas também pode ter impacto maior se cadeias de suprimentos globais mais fragmentadas pressionarem os preços das importações, restringirem o fornecimento de matérias-primas essenciais e agravarem as restrições de capacidade na economia da zona do euro.
(Com Agência Estado)
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