"E, por calibração, quero dizer que vamos sair desse processo ainda sob condições de aperto monetário. E por que isso aconteceu? Porque o mesmo nível de taxa de juros que estamos enfrentando agora vem acompanhado de uma inflação muito mais baixa e de expectativas de inflação também baixas", destacou o diretor, pontuando que isso contribui com a percepção de que a política cumpriu com o seu papel sobre a economia no País.
Nilton pontuou que a meta é de 3% e trata-se de um alvo definido por lei, que não é escolhido pelo BC. Ele também mencionou que, embora não haja uma meta para as expectativas de inflação, trata-se de métricas importantes para subsidiar o trabalho da autoridade monetária.
Durante a fala, Nilton também mencionou alguns acontecimentos que, desde o fim da pandemia, influenciaram a economia doméstica e, consequentemente, a política monetária, como o crescente movimento de bancarização, por conta da criação do Pix.
O diretor também mencionou que o período da covid fez com que as famílias do país tivessem um padrão de poupança atípico e que houve necessidade, desde o início de 2023, de a União honrar seus compromissos com o pagamento de precatórios, o que significou uma expansão fiscal significativa.
Ele relembrou que o Brasil cresceu consistentemente acima das previsões do mercado nos últimos cinco anos, o que reacendeu alguma preocupação de que a política monetária poderia não estar sendo suficiente para frear a atividade à época.
"Tanto que, na virada de 2024 para 2025, com o dólar forte em relação ao resto do mundo, vimos o real se enfraquecendo e a percepção de que poderíamos até estar nos aproximando de uma dominância fiscal. O que aconteceu depois foi que o Banco Central reagiu e elevou os juros em mais 375 pontos-base a partir daquele momento, totalizando 450 pontos-base desde o início do ciclo" disse Nilton.
(Com Agência Estado)
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