Segundo o Ministério das Finanças, os gastos federais devem somar 555,4 bilhões de euros em 2027. As despesas com defesa subirão para 109,7 bilhões de euros, além dos recursos do fundo especial das Forças Armadas. O governo projeta que a Alemanha alcance, até 2029, a meta da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) de destinar 3,5% do Produto Interno Bruto (PIB) à defesa. O apoio militar à Ucrânia será mantido em 11,6 bilhões de euros no próximo ano.
O ministro das Finanças, Lars Klingbeil, afirmou que o orçamento tem como prioridade recolocar a economia em trajetória de crescimento, fortalecer a capacidade de inovação e ampliar a segurança do país. "Não podemos defender a Alemanha contra Putin com o déficit zero", disse, ao justificar a expansão dos gastos militares.
O plano também prevê o terceiro ano consecutivo de investimentos em nível recorde, com aumento de 60% nos recursos destinados à pesquisa e desenvolvimento em relação a 2026 e reforço dos aportes em infraestrutura energética e digitalização.
Para equilibrar as contas, o governo implementará medidas de contenção de despesas, incluindo cortes de 1% nos ministérios, reformas estruturais na seguridade social e redução de auxílios federais. Do lado das receitas, estão previstos o aumento dos impostos sobre bebidas destiladas, cigarros e criptoativos, além do reforço no combate à evasão fiscal e aos crimes financeiros.
(Com Agência Estado)
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