Na ocasião, Alcolumbre se queixou de ser alvo de "ofensas" e criticou a pecha sobre o Congresso Nacional de "inimigo do povo", mote de protestos liderados por forças progressistas no ano passado. A PEC da escala 6x1 está parada há mais de um mês no Senado e nem sequer foi despachada para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
"Não aceito ofensas, agressões e ataques por aqueles que acusavam, outrora, outra autoridade, e que agora estão fazendo a mesma coisa com o presidente do Senado agora, e que no ano passado fizeram com o presidente da Câmara dos Deputados, colocando um carimbo como Congresso inimigo do povo", afirmou. "Nós temos a informação de quem está plantando isso na sociedade".
Em determinado momento, Alcolumbre citou diretamente a PEC da escala 6x1. "Inclusive, eu tenho um discurso de uma autoridade importante do Brasil que disse que a PEC da escala 6x1 precisa ser deliberada agora antes da eleição, porque ela vai servir para o calendário eleitoral. Pode isso? Não pode isso, eu acho que não pode", afirmou.
As declarações ocorreram enquanto Alcolumbre comunicava o adiamento da votação da PEC dos agentes de saúde, que também gera um impasse por causa do impacto fiscal de R$ 27,9 bilhões em dez anos. "Não tirei ela da pauta e não vou tirar ela da pauta, mesmo sendo agredido e atacado, muitas das vezes por todos os lados políticos do Brasil", disse.
O presidente do Senado disse que "seria mais cômodo" escolher entre a esquerda e a direita. "O que estou fazendo aqui, pagando um preço caríssimo, inclusive no CPF, é tentar equilibrar um país absolutamente dividido no ano da eleição. Isso é uma tarefa muito árdua. Isso é uma tarefa dramática para mim, porque, como você não consegue escolher um lado, na minha condição, você é ofendido pelos dois lados."
(Com Agência Estado)
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