A expectativa da entidade era de que a estatal reajustasse o insumo em 40% em agosto, levando em conta a fórmula trimestral utilizada.
A iniciativa é baseada na introdução de bandas de valores do petróleo tipo Brent nos cálculos dos preços de venda do gás, estruturadas por meio de um piso e um teto. O mecanismo será aplicável aos clientes que desejarem e cada concessionária avaliará a proposta considerando seu portfólio de suprimentos e contratos vigentes.
"A Abegás já vinha sinalizando extrema preocupação com o impacto da volatilidade do mercado internacional de petróleo e gás sobre o preço da molécula de gás natural desde o começo do conflito no Oriente Médio", afirmou a entidade em nota, destacando que "a medida, que tem como contrapartida um piso também temporário e mais longo, é resultado direto de diálogos mantidos entre a Abegás e a Petrobrás."
Ainda segundo a Abegás, a preocupação em relação ao aumento do custo da molécula de gás natural foi confirmada com o aumento médio de 19,2% aplicado em 1º de maio.
"A associação espera que outros supridores do mercado também mostrem sensibilidade com o tema e segue trabalhando por uma solução estrutural para o preço do gás natural no País", concluiu a Abegás.
(Com Agência Estado)
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