Mais cedo, durante a palestra aos sindicalistas, o vice-presidente falou sobre os supersalários do funcionalismo e os déficits nas aposentadorias de servidores públicos ao chamar a atenção para uma conta que acaba sendo paga pelos trabalhadores de menor renda via impostos altos sobre bens de consumo.
"Quando ele compra bicicleta para o filho, 40% é imposto. Põe gasolina, 35% é imposto. Compra um carro, 36% é imposto. É tudo imposto. Então, ele paga os altos salários", declarou Alckmin. "Então, nós temos que combater privilégio", acrescentou o vice-presidente, elogiando em seu discurso as decisões do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), contra os pagamentos de "penduricalhos", como são chamadas as verbas indenizatórias que, na prática, elevam os salários de agentes públicos acima do teto constitucional.
No espírito de promover justiça social sem aumentar o rombo nas contas públicas, Alckmin classificou como "política pública corretíssima" a tributação da alta renda para financiar a isenção do imposto de renda de trabalhadores com salários de até R$ 5 mil.
Ao enfatizar que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem sido "extremamente correto na justiça social", Alckmin lembrou que o salário mínimo, ao qual está vinculado o piso das aposentadorias, voltou a ter ganho real - ou seja, passou a ser corrigido acima da inflação.
"Nós temos que fazer ajuste fiscal. Óbvio, tem que fazer, não pode ter déficit. Mas tem que fazer ajuste lá em cima, e combatendo privilégio, desperdício", reforçou Alckmin.
A respeito dos desvios de dinheiro pela corrupção, ele deu parabéns ao trabalho da Polícia Federal no caso do Banco Master. "Nós precisamos desmantelar essas estruturas que são montadas para tirar dinheiro", afirmou Alckmin.
(Com Agência Estado)
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