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Economia Quinta-feira, 15 de Outubro de 2026, 11:30 - A | A

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Quinta-feira, 15 de Outubro de 2026, 11h:30 - A | A

Alckmin chama Brasil de 'manicômio tributário' e prevê alta de exportações com reforma

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), vice na chapa presidencial de Lula, afirmou nesta quinta-feira, 15, que a reforma tributária pode elevar os investimentos no Brasil em 14% e as exportações em 17% ao longo de 15 anos. Durante discurso em encontro com empresários baianos, em Salvador, Alckmin classificou o País como um "manicômio tributário" e defendeu a simplificação da cobrança de impostos.

Ele citou estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) sobre os efeitos da reforma nos investimentos.

Segundo Alckmin, a mudança também aumentará a competitividade dos produtos brasileiros ao eliminar tributos acumulados ao longo da cadeia produtiva. "Você tá exportando imposto e perdendo competitividade, isso acaba com a reforma tributária. Ela desonera totalmente a exportação", afirmou.

Ele destacou ainda que a reforma reunirá cinco tributos em um Imposto sobre Valor Agregado (IVA) e afirmou que a cesta básica ficará isenta de impostos a partir de 1º de janeiro. "A partir de 1º de janeiro, cesta básica, Jerônimo, zerada, alimento não pagará imposto no Brasil. Simplifica, cinco tributos vira um IVA. A Europa fez isso há 40 anos atrás, imposto de valor agregado", disse.

Na área de comércio exterior, o vice-presidente projetou um novo recorde de exportações brasileiras neste ano e destacou o crescimento de 30% nas vendas para a Europa em cinco meses. Segundo ele, a redução do chamado custo Brasil também exige investimentos em logística, especialmente porque a produção nacional está distante dos portos.

O vice-presidente afirmou ter recebido um documento com propostas dos empresários baianos e disse que o levaria.

Ao abordar a relação entre meio ambiente e agronegócio, Alckmin criticou a ideia de que a preservação ambiental impediria o crescimento da produção agrícola. "O que está na briga política é vaidade. É poder. É dinheiro", afirmou.

O vice-presidente defendeu que as duas agendas podem avançar juntas. "Preservamos o bioma e batemos recordes de produção agrícola", afirmou.

(Com Agência Estado)

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