Economia Quinta-feira, 22 de Dezembro de 2011, 08:02 - A | A

Quinta-feira, 22 de Dezembro de 2011, 08h:02 - A | A

GREVE

Aeroviários entram em greve em São Paulo

Paralisação foi deflagrada às 4h45 e vai continuar ao longo do dia

PORTAL G1

Os aeroviários de São Paulo entraram em greve na madrugada desta quinta-feira, e realizam manifestação reivindicando aumento salarial na manhã de hoje, no Aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo. Segundo o presidente do Sindicato dos Aeronautas do Município de São Paulo, João Pedro Passos de Souza Leite, a greve foi deflagrada às 4h45 e vai continuar ao longo do dia, atingindo boa parte do pessoal de apoio em terra.

A maior parte dos trabalhadores parados faz parte do apoio em terra, como pessoal de rampa, push-back e descarga. Segundo ele, por conta da paralisação, os voos da companhia aérea TAM são os mais prejudicados. De acordo com a Empresa Infraero (Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária), os guichês da TAM eram os que apresentavam maior volume de passageiros nesta manhã. Ao menos seis decolagens da empresa e um da Gol estavam com atrasos até as 7h30.

Para João Pedro, "a tentativa de começar a greve nesta quinta-feira, foi para sensibilizar as empresas aéreas para que ofereçam uma nova proposta para os trabalhadores". De acordo com ele, a paralisação dos aeroviários no Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos, na Grande São Paulo, deve começar no final da tarde de hoje.

A greve foi antecipada, já que ela estava prevista para começar a partir das 23h de hoje, quando ela deve atingir mais aeroportos do Brasil. Além dos Aeroviários, que trabalham nos aeroportos, os aeronautas, que trabalham dentro do avião, devem parar. A expectativa dos sindicalistas é que até 100 mil trabalhadores de todo o país pare às vésperas das festas de fim de ano.

Só em São Paulo, onde há o maior fluxo de voos do país, até 20 mil pessoas podem cruzar os braços em razão da recusa do sindicato patronal – Snea (Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias) – de reajustar os salários em 8%, como determinou o TST (Tribunal Superior do Trabalho).

A categoria pede reajuste de 13%, mas as companhias, que inicialmente ofereceram 3%, não reajustam mais do que 6,17%. A princípio, a greve duraria 24horas, mas a ameaça é de que ela se prolongue por tempo indeterminado.

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